Dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Kirk Douglas, Doris Day, Lauren Bacall, Hoagy Carmichael, Juano Hernández, Jerome Cowan e Mary Beth Hughes.
Esse é um dos poucos filmes que Doris Day fez e que ela não é a atriz principal. Aqui a trama é centrada no personagem do Kirk Douglas. A personagem da Lauren Bacall é emocionalmente instável.
O livro de Dorothy Baker com o mesmo nome e que foi publicado em 1938, deu origem ao filme. Além disso, Êxito Fugaz, também foi inspirado na vida do lendário trompetista Bix Beirderbecke, um dos maiores nomes do Jazz dos anos de 1920. E que teve uma trajetória marcada por sua genialidade, alcoolismo e autodestruição.
Os solos de trompete foram gravados por Harry James, um dos maiores trompetistas da era swing. Doris Day tinha uma carreira sólida no jazz e no big band. Por isso a naturalidade nas cenas musicais com Kirk Douglas.
A personagem Amy North foi um papel incomum para Lauren Bacall na época. Sua personagem era emocionalmente instável, autodestrutiva, manipuladora e vulnerável. Lauren Bacall só aceitou por causa do marido. Bogart leu o roteiro e achou fascinante. Ele incentivou a esposa a aceitar e fazer a personagem. Bogart acreditou que seria um papel desafiador para ela. E realmente foi.
O filme foi bem ousado e cheio de polêmicas. Hollywood ainda estava com o código Hays imperando e limitando os temas considerados imorais. E mesmo assim o filme mostrou a destruição emocional total associada à bebida, o descontrole emocional e a decadência. Entre outras coisas.
O final do livro foi muito mais trágico que do filme. Eles optaram a dar uma suavizada nas últimas cenas.
Mas vamos falar sobre o filme. A trajetória acompanha a vida intensa de Rick Martin (Kirk Douglas), um talentoso trompetista cuja vida é marcada tanto por sua genialidade musical quanto por seus conflitos internos.
A história começa na infância de Rick, quando ele descobre a sua paixão pela música após ver uma apresentação de Jazz. Ele é órfão e vive sozinho. E encontra uma figura paterna em Art Hazzard (Juano Hernandez) que é um trompetista experiente e que reconhece que o garoto tem potencial e começa a ensiná-lo tudo o que sabe com dedicação. Art acaba se tornando o modelo de vida ao jovem Rick.
Eu confesso que fiquei emocionada nesse início do filme. Amo jazz então me identifiquei com o Rick. Amo as músicas e os musicais da Doris Day, mais um ponto positivo para mim.
Rick se torna um instrumentista brilhante, mas também impulsivo e perfeccionista. Ele é incapaz de aceitar compromissos artísticos que limitam sua expressão. Sua paixão pelo Jazz e sua obsessão por alcançar a perfeição na música o faz ser admirado por muitos e difícil de conviver para tantos outros.
Rick acaba conhecendo Jo Jordan (Doris Day), uma cantora talentosa, sensível, meiga e que nutre um carinho imenso por ele. Ela apresenta estabilidade, afeto e equilíbrio, tudo o que Rick tem dificuldade em acolher. Apesar de ele ter um carinho profundo por ela e pelo apoio que ela dá a ele.
Confesso que quando eu vi pela primeira vez pensei que ele deveria tentar ficar com ela na parte emocional e pessoal e quem sabe sua vida ia começar a dar certo também na parte emocional. Mas não foi bem isso que aconteceu.
A vida de Rick muda radicalmente quando ele conhece Amy North (Lauren Bacall), uma mulher sofisticada, enigmática e emocionalmente instável. Amy é fascinada por mentes fora do comum e vê em Rick um espírito inquieto e criativo que desperta a sua curiosidade.
E é aí que sua vida desmorona completamente. Os dois começam a se envolverem no início de forma apaixonada, mas turbulenta. As coisas entre eles são sempre muito intensa. Tanto no amor quanto na briga.
Amy é imprevisível e seus comportamentos autodestrutivos acabam machucando a Rick, que perde o controle da sua própria vida de uma forma muito rápida.
Conflitos emocionais, declínio profissional e a dependência química levam Rick à sarjeta física, emocional e moral. Suspeitas sobre a lealdade de Amy (Ela na verdade era lésbica, mas as coisas eram muito veladas), somadas às pressões do mundo artístico, acabam fazendo que ele se afundasse em desespero.
Jo começa a ajudá-lo depois de ele sofrer grandes perdas e se afastar de Amy. E com a ajuda da Jo ele reencontra seu amor pela música e a possibilidade de um novo começo e quem sabe mais maduro, mais consciente e mais conectado com o seu verdadeiro eu.
Eu adorei esse filme. E vocês? O que vocês acharam? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um grande beijo e até a próxima matéria.
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