Análise do filme “Quem Bate à Minha Porta?” (1967)

Critica de Filmes

Direção: Martin Scorcese

Elenco: Harvey Keitel, Zina Feeley, Anne Collette, Lennard Kuras, Michael Scala, Harry Northup, Tsuai Yu-Lan, Catherine Scorsese, Bill Minkin, Iggy at Party, Marissa Mathes, Philip Carlson, Robert Uricola, Saskia Holleman, Susan Woods, Wendy Russell

Um Filme de Estreia que já indicava a chegada de uma lenda do cinema

Dirigido por Martin Scorsese, “Quem Bate à Minha Porta?” (1967) é um filme de estreia que já demonstra a habilidade e a ousadia do jovem diretor. Influenciado pela nouvelle vague francesa, Scorsese faz várias experimentações em um filme que aborda o machismo explícito da igreja católica e a crise de identidade de um homem.

A direção de Scorsese é inovadora e corajosa, com uma abordagem que mistura elementos de cinema realista e experimentalismo. A câmera é usada de forma criativa, com ângulos e movimentos que adicionam à tensão e à emoção da história.

O elenco é talentoso e entrega performances muito convincentes. Zina Bethune é excelente como a garota que se torna o objeto de desejo do protagonista, enquanto Harvey Keitel demostra toda inquietude do personagem em sua crise existencial com seus questionamentos sobre sua própria vida. John Marley e Anne Colvin também entregam performances sólidas como os pais da garota.

O plot é simples, mas eficaz, e aborda temas importantes como a masculinidade tóxica e a repressão sexual. Scorsese não hesita em criticar a igreja católica (mesmo sendo um fervoroso católico) e sua influência na sociedade, o que é impressionante para um filme de sua época.

A cinematografia é outro ponto a ser destacado no filme, com uma abordagem que mistura cores e texturas para criar uma atmosfera única. A edição é também notável, com cortes rápidos e criativos que adicionam dinamismo ao filme.

 “Quem Bate à Minha Porta?” é um filme de estreia muito promissor que já demonstrava o talento, criatividade e coragem de um jovem Martin Scorsese. É um filme que merece ser visto, não apenas por sua importância histórica, mas também por sua relevância e impacto emocional.

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