Análise do filme: Grand Hotel. (1932)

Critica de Filmes

Dirigido por Edmund Goulding e estrelado por Greta Garbo, John Barrymore, Joan Crawford, Lionel Barrymore, Wallace Beery e Lewis Stone.

Esse filme tem um elenco estelar, é ambientado em Berlim e narra várias histórias que se entrelaçam no luxuoso e movimentado Grand Hotel.

O filme acompanha um dia na vida de hóspedes bem diferentes entre si, cada um carregando seus próprios desejos, medos e segredos. No saguão do hotel, todos parece estarem indo e vindo, em busca de algo: amor, dinheiro, esperança enquanto o tempo passa e seus destinos se enlaçam. Entre eles, podemos citar um aristocrata arruinado, um balconista doente, um magnata cruel, uma taquigrafa intrigante e uma bailarina melancólica.

E as histórias desses personagens se cruzam de maneiras imprevistas: romances que surgem, crimes acontecendo, vidas sendo transformadas. No final, após grandes acontecimentos: como morte e fuga, o hotel volta ao seu ritmo habitual, lembrando que apesar das vidas que se chocam, para o hotel tudo continua igual.

Tem uma cena onde o médico no hotel diz bem isso: “Grand Hotel. Pessoas vêm, pessoas vão. Nada acontece”. Isso pode ser visto como ironia, já que tudo acontece ali naquele luxuoso hotel.

Vou fazer um pequeno resumo desses hóspedes. Elizaveta Grusinskaya (Greta Garbo) é uma lendária dançarina russa que está em crise. Ela está sozinha e exausta e a beira de abandonar a carreira. Ela fica reclusa em seu quarto. E carrega uma aura de melancolia. E é nesse filme que ela cita uma grande frase que acompanhou sua vida pessoal. “Eu quero ficar sozinha”. Mas a vida da dançarina toma um novo e inesperado rumo quando ela conhece o Barão Felix Von Geigern.

Barão Felix Von Geigern (John Barrymore), é um homem aparentemente elegante e charmoso e esconde que está falido e tenta sobreviver com pequenos golpes. Apesar de planejar um roubo dentro do hotel, acaba se aproximando de Grusinskaya de forma sincera. E os dois começam um romance de forma sincera e um romance marcado por vulnerabilidade e redenção.

Flaemmchen (Joan Crawford) é uma datilógrafa ambiciosa e moderna. Ela é contratada para trabalhar na Indústria dos Preysing (Wallace Beery). A mulher é jovem, astuta e sedutora. Ela sonha em uma vida melhor e vê no luxo do hotel uma amostra da vida que sempre sonhou.

A história de Flaemmchen se cruza com o contador da mesma indústria, Kringelein (Lionel Barrymore) por quem ela começa a ter um carinho genuíno.

Kringelein é um funcionário humilde e doente terminal. E ele decide gastar todas as suas economias no Grand Hotel para viver plenamente antes de morrer. Seu personagem representa o espírito de liberdade e da alegria inesperada. A amizade e talvez um algo a mais com Flaemmchen da força, luz, brilho a ele em seus últimos dias.

E por último vamos falar de Preysing. Ele é um empresário poderoso e sem escrúpulos. A empresa da família está na falência e ele está desesperado com isso. Autoritário e manipulador, ele se envolve tanto com Flaemmchen quanto com as decisões que o levam a caminhos mais sombrios, sem volta e que pode acabar culminando em um encontro fatal.

Então é um filme cheio de emoções e você quer ver como vai terminar. Esse filme foi um marco no cinema por ter influenciado a narrativa moderna em múltiplos núcleos e consolidou ícones como Greta Garbo e Joan Crawford. O filme ganhou Oscar de melhor filme e é o único na história a ganhar de melhor filme sem ter recebido nenhuma outra indicação.

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar sobre ele, fique a vontade. Um grande beijo a todos e até a próxima matéria.

Loading

Compartilhe nosso artigo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *