Dirigido por Ernst Lubitsch e estrelado por Gary Cooper, Miriam Hopkins, Fredric March, Edward Everett Horton, Jane Darwell, Isabel Jewell e Lionel Belmore.
Mais um filme do diretor Ernst Lubitsch que eu adoro. Minha xará famosa está ótima por aqui. Gary Cooper e Fredric March também estão. Essa comédia romântica é do estilo que eu gosto. É uma comédia sofisticada, atrevida e repleta de toque do diretor.
Essa trama tem diálogos inteligentes, malícia elegante e uma abordagem moderna das relações humanas. Foi considerado extremamente ousado para sua época por se tratar de um filme que deixa bem explícito de se tratar de um relacionamento triangular e consensual.
Não seria minha xará se não tivesse um contexto do tipo. Miriam Hopkins fez outros filmes que causaram burburinho na época.
Esse filme é ambientado na efervescente Paris dos anos 1930. E acompanha a história ousada e espirituosa de Gilda Farrell (Miriam Hopkins), uma jovem publicitária norte-americana que vive no exterior e acaba se envolvendo com dois homens muito diferentes, porém encantadores.
Gilda conhece George Curtis (Gary Cooper), um pintor charmoso e carismático, e Tom Chambers (Fredric March), um dramaturgo talentoso, durante uma viagem de trem. E a conexão dos três é imediata. Logo de cara os três se encantaram e essa relação era marcada pelo humor, impulsividade e uma química irresistível.
George e Tom eram melhores amigos um do outro. E logo os três vivem algo muito intenso, cheio de debates criativos, cumplicidade e um desejo ardente.
Gilda fica dividida entre os sentimentos que nutre pelos dois e tenta administrar a situação propondo um acordo original e atrevido para a época. Eles viverem juntos como sócios do amor, mas prometendo que nenhum romance aconteceria. E assim preservar o afeto e a amizade entre os três.
Mas é claro que esse pacto dos três é impossível de se manter. Por mais que todos tentassem. E acaba tendo várias cenas espirituosas e Gilda se envolvendo de forma romântica tanto com George quanto com Tom e isso gera ciúmes, disputas e rompimentos temporários entre os amigos.
No meio do caos emocional, ela tenta manter sua autonomia e identidade, ao mesmo tempo, em que tenta lidar com esse triângulo amoroso.
Quando Gilda começa a ficar cansada da instabilidade das duas paixões, decide se casar com o seu patrão, Max Plunkett (Edward Everett Horton), que é conservador e rígido, parece encerrar o impasse. Mas esse casamento não dá nada certo e sua falta de paixão e a incompatibilidade só aumentam.
A história termina com um dos finais mais ousados do cinema pré-Código Hayes onde os três abraçam uma forma de amor livre, divertida e nada tradicional.
Confesso que em vários momentos fiquei de boca aberta. E olha que eu já tinha visto vários filmes com a Miriam Hopkins. Essa minha xará sabia o que queria e ia atrás sem se preocupar muito com as coisas. Mulher esperta essa minha xará.
Brincadeiras a parte. O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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