Análise do Filme: O Ilusionista. (2006)

Critica de Filmes

Dirigido por Neil Burger e estrelado por Edward Norton, Jessica Biel, Paul Giamatti, Rufus Sewell, Eleanor Tomlinson, Aaron Taylor-Johnson, Eddie Marsan e Jake Wood.

O filme mistura drama, romance, fantasia e suspense. É ambientado em Viena no final do século XIX. E acompanha a misteriosa história de Eisenheim (Edward Norton), que é um talentoso mágico e cuja habilidade desafia os limites entre truque e sobrenatural.

Eisenheim é filho de um marceneiro e descobre a paixão pela magia ainda jovem. Ele acaba se apaixonando pela aristocrata Sophie Von Teschen (Jessica Biel) e os dois acabam vivendo um romance proibido pelas diferenças de classes sociais. Os dois acabam sendo separados à força e ele deixa Viena para aperfeiçoar seu talento mágico mundo afora.

Anos depois, Eisenheim volta à cidade, já famoso como um ilusionista enigmático e reencontra Sophie, e infelizmente noiva do ambicioso e cruel Príncipe Leopold (Rufus Sewell). A proximidade acaba reacendendo o amor entre Eisenheim e Sophie e isso faz com que ele entre em confronto direto com o príncipe, que vê o mágico como uma ameaça à sua autoridade e aos seus planos de assumir o trono.

Sophie está determinada a ajudar Eisenheim e passa a investigar os segredos mais obscuros de Leopold. E infelizmente, acaba se tornando alvo de violência, o que desencadeia uma série de eventos dramáticos.

Enquanto Eisenhein passa a criar então ilusões cada vez mais impressionantes e assim confundindo o público e as autoridades e levando o inspetor Uhl (Paul Giamatti) a tentar vender seus verdadeiros interesses.

A narrativa se desenrola como um quebra-cabeça: Eisenheim passa a realizar espetáculos envolvendo figuras etéreas, e com isso, revelando que é capaz de se comunicar com os mortos. E assim atraindo multidões e comprometendo ainda mais a confiança do príncipe.

Ao mesmo tempo, Uhl fica dividido entre sua lealdade ao príncipe e ao seu fascínio pelo mágico. E tenta descobrir se Eisenheim realmente possui poderes sobrenaturais ou se tudo não passa de um plano.

O clímax do filme é logo após a suposta morte de Sophie. Eisenheim desaparece misteriosamente enquanto o caso toma medidas políticas. Cada passo foi meticulosamente arquitetado: um truque foi usado para libertar Sophie das mãos do príncipe e assim fugir com ela.

Sophie é uma mulher que sofre com um relacionamento abusivo e controlador. Ela mostra resiliência, força, coragem e desejo de autonomia. Seu ato mais ousado foi colaborar com Eisenheim para simular a própria morte. Um movimento simbólico de libertação e algo totalmente compreensivo. Acho que eu também o faria se estivesse na pele dela.

O príncipe Leopold é um homem controlador, ciumento e violento. E representa o narcisista clássico que usa o poder e os status para dominar a outra pessoa. Seu medo real não é Eisenheim e sim perder o controle sobre Sophie e sobre sua imagem pública.

O inspetor Uhl, por fim, percebeu que tudo fazia parte de um grande número de ilusionismo e talvez o mais brilhante de todos.

Enquanto o inspetor Uhl é um personagem fascinante por causa da sua ambivalência. Sua mente fica dividida entre a lealdade e ao poder. É justamente ele quem descobre o truque e escolhe deixar acontecer. Sua transformação é um retrato de consciência moral.

Sem dúvida, a mente gosta de pregar peças na gente. E esse filme é daqueles que te faz assistir até o fim só para ter certeza de que não caiu em um truque de mestre.

A trama agarrou a minha atenção o tempo todo. E me fez assistir até o final. Com certeza você vai se surpreender em alguns momentos e até ficar chocados e também encantados com tamanho show de interpretação fora a magia rolando nas telas.

E o que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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