Análise do Filme: Grande Menina, Pequena Mulher. (2003)

Critica de Filmes

Dirigido por Boaz Yakin e estrelado por Dakota Fanning, Brittany Murphy, Heather Locklear, Jesse Spencer, Fisher Stevens, Donald Faison e Austin Pendleton.

Eu confesso que gostei desse filme desde a primeira vez que eu vi. Que foi mais ou menos na mesma época. Eu fiquei encantada com a personagem da Dakota Fanning. Eu achei a menina extremamente adulta, evoluída e iluminada. Eu já acompanhava a carreira de Brittany Murphy e fiz questão de acompanhar mais esse trabalho, mas para mim quem deu show foi a Dakota Fanning.

E já revi algumas vezes o filme. E o meu encanto pela menina continua forte. Eu já pensei até em: “Puxa, se eu tivesse uma filha eu gostaria de que ela fosse assim”. E uma das vezes que revi, reconheci o Jesse Spencer da série House. Eu vi todas as temporadas de House.

Molly Gunn (Brittany Murphy) é filha de uma lenda e estrela do rock e, desde pequena, a moça vive cercada de luxo, mimos e fantasias. Após a morte dos pais, Molly mantém um estilo de vida despreocupado graças à herança que eles deixaram.

Molly é alegre, impulsiva e com um coração gigante. Ela passa os dias curtindo festas, amigos e colecionando objetos excêntricos que lembram seu mundo infantil.

O título do filme diz bem isso: Grande menina, pequena mulher. Molly age como se fosse uma adolescente sem um pingo de responsabilidade. Mas tudo muda drasticamente quando descobre que seu contador roubou toda a sua fortuna.

Sem rumo, direção e dinheiro e sem saber como sobreviver ao “Mundo real”, Molly é obrigada a procurar um emprego pela primeira vez na vida.

Ela aceita trabalhar como babá de Ray Schleine (Dakota Fanning) e foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela. E por quê? Porque essa menina de oito anos, extremamente inteligente, séria, obcecada por higiene e com uma rotina diária, quase o oposto de Molly começou ensinar a mulher a viver de verdade.

Ray é filha de uma famosa produtora musical, Roma Schleine (Heather Locklear), que vive afastada por causa do trabalho. A menina tenta controlar tudo ao seu redor como forma de lidar com a ausência da mãe e a doença do pai, que está em coma.

Sua maneira de se proteger emocionalmente é agir como uma adulta, evitando envolvimento afetivo. Molly, por outro lado, age mais como uma criança grande, o que gera uma série de atritos divertidos, e às vezes emocionais entre as duas.

E se eu for analisar um pouco melhor, ter a Molly na vida da Ray também foi importante porque ela deu uma suavizada nas coisas. E agir um pouco mais como criança.

Conforme foi passando mais tempo juntas, Molly começa a amadurecer e agir mais como uma mulher adulta. Ela aprende a assumir responsabilidades, entender limites e a enxergar a si mesma além do papel de “menina rica despreocupada”.

Ao mesmo tempo, Ray é tocada pela espontaneidade e sensibilidade de Molly, se permitindo a ser criança, brincar, se divertir e expressar emoções que tentava reprimir.

A relação entre as duas evoluiu de maneira profunda. Molly se torna um porto seguro para Ray, ajudando a menina a lidar com a dor de seu pai e com a negligência emocional da mãe.

Enquanto que Ray desperta em Molly, o desejo de crescer, conhecer e construir uma vida mais significativa.

Enquanto tenta reconstruir a sua vida, Molly também busca seguir a sua paixão pela música e lida com a possibilidade de um romance com Neal (Jesse Spencer), um aspirante a música que vive tentando equilibrar sua vida pessoal e o sucesso comercial.

O ponto de virada acontece quando Ray finalmente enfrenta seus medos relacionados ao estado de saúde do pai, e Molly, ao apoiá-la, percebe que sua maior força está justamente na capacidade de amar, cuidar, proteger. A amizade entre as duas se torna um vínculo transformador, ajudando cada uma a preencher as lacunas emocionais que ambas carregavam.

No final, Molly encontra um novo caminho profissional e emocional, mais maduro e autêntico, enquanto Ray se permite ser vulnerável e ser criança.

Enfim, “Grande Menina, Pequena Mulher” é, acima de tudo, uma história sobre crescimento, afeto, perda e a importância das conexões humanas.

E vocês? O que vocês acham desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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