Análise do Filme: Nunca Te Vi, Sempre Te Amei. (1984)

Critica de Filmes

Dirigido por David Hugh Jones e estrelado por Anne Bancroft, Anthony Hopkins, Judi Dench, Ian McNeice, Tony Todd, Connie Booth, Mercedes Ruehl, James Eckhouse e J. Smith-Cameron.

Falar desse filme é uma honra. Eu vi e revi tantas vezes. Eu tenho um carinho todo especial por esse filme. Nunca te vi, sempre te amei é um clássico, uma obra prima e tanto Anne Bancroft quanto Anthony Hopkins estão ótimos em seus personagens. Esse foi um dos primeiros filmes que vi com Anthony Hopkins. Eu vi na época que saiu aqui em VHS.

Eu estava tão empolgada pela primeira vez com essa história lindíssima de amor entre amigos que ficaram décadas se comunicando por cartas, mas que acabaram não se conhecendo pessoalmente. E o que isso importava? Nada. Eles eram amigos de alma, de coração. Era uma conexão pura e verdadeira. Que o resto pouco importava.

Esse ainda queria comprar importado. Mas se Deus quiser irei conseguir algum dia.

Esse filme que mistura drama com romance é uma adaptação do livro com o mesmo nome e escrito por Helene Hanff, publicado em 1970. Além do filme, esse livro também foi adaptado para uma peça de teatro e uma peça de televisão.

Nunca te vi, sempre te amei acompanha uma troca de correspondência delicada, afetiva e profundamente humana entre Helene Hanff (Anne Bancroft), uma escritora e roteirista norte-americana apaixonada pela literatura, Frank Doel (Anthony Hopkins), o reservado e educado funcionário de uma tradicional livraria antiquaria em Londres, localizada no endereço que dá nome ao filme: 84 Charing Cross Road.

A história começa no final dos anos 1940, quando Helene, frustrada por não encontrar edições raras e específicas nos Estados Unidos, escreve à livraria Marks & Companhia. Frank responde de forma formal e o jeito britânico, contido de ser e assim iniciando uma relação profissional que logo evolui para uma amizade profunda, sincera e cheia de afeto, embora os dois nunca, jamais terem se encontrado pessoalmente.

Os dois eram muito diferentes. Helene era espirituosa, direta e calorosa, enquanto Frank era cortês, meticuloso e reservado. Com o passar dos anos, suas cartas vão revelando fragilidades, aspirações e detalhes de suas vidas.

Helene envia presentes para Frank e os colegas da livraria, especialmente em épocas de racionamento pós-guerra, criando um vínculo que atravessa o oceano e supera as diferenças culturais.

A correspondência se estende por mais de duas décadas, enquanto ambos vivenciam mudanças especiais e históricas. Helene sonha em visitar Londres e finalmente conhecer Frank e a livraria, mas questões financeiras e os imprevistos familiares adiam essa sua viagem repetidas vezes.

Quando finalmente consegue ter as condições financeiras para viajar, Helene recebe uma notícia devastadora. Seu grande amigo Frank Doel faleceu. Em sua visita tardia à Inglaterra, ela encontra a livraria já fechada e alguns dos amigos de Frank contam das lembranças que têm com ele e expressam gratidão e carinho sobre a troca de cartas com Helene. Ela ajudou e marcou as vidas dessas pessoas.

O filme é um tributo à força das conexões humanas criadas pela palavra escrita e à beleza de uma amizade capaz de atravessar oceanos, o tempo e a falta de contato físico ou visual.

E vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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