Análise do Filme: O Pianista. (2002).

Critica de Filmes

Dirigido por Roman Polanski e estrelado por Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Emilia Fox, Ed Stoppard, Frank Finlay, Roddy Skeaping, Jessica Kate Meyer e Michał Żebrowski.

O Pianista é uma poderosa adaptação da autobiografia de Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) que é um renomado pianista judeu-polonês que relata a sua experiência durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

O filme que mistura guerra com drama e conta uma história se passa em Varsóvia, em 1939. Wladyslaw Szpilman é um talentoso pianista de rádio que vê sua vida confortável desmoronar quando a Alemanha invade a Polônia.

Inicialmente Wladyslaw e sua família, infelizmente são obrigados um por um a seguir as leis antijudaicas: Usar a estrela de Davi, lidar com toques de coleta e sobreviver com racionamento severo.

Logo, todos são enviados ao Gueto de Varsóvia, onde enfrentam fome, violência e perdas progressivas de liberdade.

No momento em que sua família é deportada para Treblinka, Wladyslaw é salvo por um policial judeu que o retira da fila no último instante.

E a partir desse momento, começa a longa jornada de Wladyslaw totalmente solitária de sobrevivência. E ele começa a se esconder em prédios abandonados, conta com a ajuda da resistência e de antigos conhecidos, mas também enfrentou o próprio medo de ser capturado. E era esse medo constante que o fez se esconder e tentar fugir a todo custo.

A música era sua maior paixão, mas se torna silenciosa já que ele não pode tocar para não ser descoberto.

E com o avanço da Guerra, Varsóvia é destruída. A fome e a doença o fragiliza profundamente. Szpilman passa a maior parte do tempo se escondendo em ruínas para não ser capturado.

Em uma das cenas mais marcantes do filme, o oficial alemão, Wilm Hosenfeld (Thomas Kretschmann), o encontra e ao invés de entregá-lo, pede que ele toque uma música. E ao ouvi-lo tocar Chopin com emoção e maestria, o oficial se comove e decide ajudá-lo levando comida e mantendo seu esconderijo em segredo.

Confesso que quando vi essa cena me emocionei. E achei lindo, essa atitude do oficial alemão. Foi uma cena sensível e inesperada. Isso não é uma atitude que você espera de um oficial alemão na guerra. Muito mais por esse oficial estar ajudando um judeu-polonês. Para mim foi uma das melhores cenas.

Quando a guerra termina e os soviéticos entram em Varsóvia, Szpilman finalmente volta à vida pública, mas de certa forma completamente mudado. Pessoas que viverem prisioneiras em uma guerra (Não importa qual guerra seja) nunca mais volta o mesmo tipo de pessoa quando entrou na mesma.

Há uma linda cena simbólica de descoberta, Szpilman volta ao rádio para tocar novamente e retornar a sua carreira de pianista, mas ele já estava marcado por perdas, traumas, cicatrizes. Enfim, ele era um sobrevivente vivo e cheio de força e resiliência e de certa forma, estava apto a encarar qualquer coisa que a vida poderia lhe enviar.

Afinal não é nada fácil ser sobrevivente de uma guerra. Não importa o tempo que você fique preso nela. E lhe traz lembranças nada agradáveis.

E vocês? O que acharam do filme? É um ótimo filme e todos  trabalharam bem. Confesso que fiquei emocionada. Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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