Mais uma peça do dominó democrático caiu no domingo. Agora o Chile junta-se à Argentina no Cone Sul conservador. Regimes personalistas e violentos como o de Bukalele, de El Salvador, são aplaudidos e reeleitos.
Os habitantes do pináculo do 0,1% brindam a falência de mais um bem intencionado mas ineficiente sonhador dos velhos ideais humanistas.
Afinal, o autoritarismo é muito mais rápido e barato.
Uma olhada no Mapa Mundi mostra que a maioria da população mundial está sob regimes autoritários.
O clima global esquenta e nós somos os sapos na panela. Cozinhados não só pelo aquecimento da atmosfera, mas pelo autoritarismo que avança gradativamente.
Pouco a pouco, eliminando liberdades aqui e ali, enfraquecendo instituições democráticas e organizações mundiais, construídas no raro consenso pós Segunda Guerra.
A organização de estados com base em eleições e parlamentos não acompanhou a velocidade digital e financeira.
As sociedades construídas com base na premissa de liberdade de escolha ainda não encontraram sucedâneo para governos analógicos enferrujados.
Enquanto isso, a economia avança de forma acelerada acompanhada pela voracidade do mercado.
Os líderes da corrida ganham a estratosfera e largam pelo caminho os destroços deixados por suas ambições.
Sem tomar conhecimento se são humanos ou ambientais.
Os terráqueos protestam do solo como bobos inocentes.
Ególatras e controladores da nuvem financeira manipulam governantes cada vez mais minúsculos.
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Pois é meu caro Leça.
Pobre que vota na direita é semelhante a barata que apoia o chinelo.
Pois é meu caro Leça.
Pobre que vota na direita é semelhante a barata que apoia o chinelo.
Perdão:
Ricardo Lessa.