Um Supercine genérico
Título original – “The Housemaid”
Direção – Paul Feig
Elenco – Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar, Michele Morrone, Indiana Elle, Ellen Tamaki, Elizabeth Perkins, Megan Ferguson, Sarah Cooper
Roteiro – Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden
Fotografia – John Schwartzman
Montagem – Brent White
Designer de produção – Elizabeth J. Jones
Direção de arte – Naomi Munro
Trilha sonora – Theodore Shapiro
Um tema necessário e atual costurado de uma maneira medíocre com um roteiro que parece querer agradar uma platéia viciada em tik tok e afins.
Baseado no livro homónimo de Freida McFadden (que tambem co assina o roteiro), o filme é um típico “suspense em casa noventista” dirigido por Paul Feig (Um Pequeno Favor , Missão Madrinha de Casamento) que nos apresenta a misteriosa empregada do título, Millie (Sydney Sweeney) que aceita trabalhar na mansão da família Winchester cujos moradores são Nina (Amanda Seyfried), Andrey (Brandon Sklenar) e a filha do casal Cece (Indiana Elle).
Somos apresentados aquela casa pela perspectiva de Millie, onde recebemos a impressáo de que a vida agora entrará em uma espiral ascendente – representada pelas escadas e grandiosidade daquele lugar – Até o momento em que chegamos ao quarto de empregada – e é interessante o trabalho de Designer aqui, pois as formas triangulares já sáo um indício do que estaria por vir.
Não demora muito para percebermos a estranheza de alguns comportamentos da matriarca daquela família que subitamente explode em acessos de raiva, denotando algum desvio psicológico de ordem gravissima e que é atenuado pela presença de seu marido atencioso e tolerante. E é aqui que o roteiro adaptado já apresenta uma falta de “respiro antes da explosão”. O que poderia ter causado surpresa ou perplexidade áquela situação, carece de uma conexão maior para “comprarmos aquela idéia”. E isso acontece em outros momentos do filme.
A montagem com muitos planos,parece querer acompanhar o caos que se instaura dentro da dinâmica daquela casa,porém o roteiro não ajuda. Os diálogos e a narração são expositivos (vemos Millie narrando algo que acabamos de presenciar) e não ajuda em nada nas atuações de seus atores . Amanda Seyfried se esforça porém não consegue fazer milagres.
Além disso, as cores utilizadas em iluminações sáo bem escolhidas ,para reforçar a tensão sexual crescente entre Millie e Andrey – como por exemplo uma luz vermelha que cobre seus corpos dividindo o mesmo plano. Porém algumas cenas de sexo, fazem “Cinquenta Tons de Cinza parecer um filme de Stanley Kubrick”.
Do segundo para o terceiro ato, temos algumas reviravoltas e a trama começa a engrenar pra valer engajando ainda mais a audiência. No entanto, a impressão final é que o filme tenta salvar´à todo custo, uma obra já afogada de clichês ruins presentes em inúmeros outros filmes bem melhores.
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Parabéns pela matéria meu nobre, ainda não assisti o filme
Obrigado Ricardo. Veja e depois conte o que achou.
Este filme tem sido elogiado por algumas pessoas que já assistiram.
Parabéns pela análise.
Verdade Samuca. Ele tem seu valor de entretenimento. Obrigado
Gosteicda análise! Parabéns s!
Obrigado Bia
Obrigado Ricardo. Veja e depois conte o que achou.