Análise “A Empregada” 2025

Critica de Filmes

Um Supercine genérico

Título original – “The Housemaid”

Direção – Paul Feig

Elenco – Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar, Michele Morrone, Indiana Elle, Ellen Tamaki, Elizabeth Perkins, Megan Ferguson, Sarah Cooper

Roteiro – Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden

Fotografia – John Schwartzman

Montagem – Brent White

Designer de produção – Elizabeth J. Jones

Direção de arte – Naomi Munro

Trilha sonora – Theodore Shapiro

Um tema necessário e atual costurado de uma maneira medíocre com um roteiro que parece querer agradar uma platéia viciada em tik tok e afins.

Baseado no livro homónimo de Freida McFadden (que tambem co assina o roteiro), o filme é um típico “suspense em casa noventista” dirigido por Paul Feig (Um Pequeno Favor , Missão Madrinha de Casamento) que nos apresenta a misteriosa empregada do título, Millie (Sydney Sweeney) que aceita trabalhar na mansão da família Winchester cujos moradores são Nina (Amanda Seyfried), Andrey (Brandon Sklenar) e a filha do casal Cece (Indiana Elle).

Somos apresentados aquela casa pela perspectiva de Millie, onde recebemos a impressáo de que a vida agora entrará em uma espiral ascendente – representada pelas escadas e grandiosidade daquele lugar – Até o momento em que chegamos ao quarto de empregada – e é interessante o trabalho de Designer aqui, pois as formas triangulares já sáo um indício do que estaria por vir.

Não demora muito para percebermos a estranheza de alguns comportamentos da matriarca daquela família que subitamente explode em acessos de raiva, denotando algum desvio psicológico de ordem gravissima e que é atenuado pela presença de seu marido atencioso e tolerante. E é aqui que o roteiro adaptado já apresenta uma falta de “respiro antes da explosão”. O que poderia ter causado surpresa ou perplexidade áquela situação, carece de uma conexão maior para “comprarmos aquela idéia”. E isso acontece em outros momentos do filme.

A montagem com muitos planos,parece querer acompanhar o caos que se instaura dentro da dinâmica daquela casa,porém o roteiro não ajuda. Os diálogos e a narração são expositivos (vemos Millie narrando algo que acabamos de presenciar) e não ajuda em nada nas atuações de seus atores . Amanda Seyfried se esforça porém não consegue fazer milagres.

Além disso, as cores utilizadas em iluminações sáo bem escolhidas ,para reforçar a tensão sexual crescente entre Millie e Andrey – como por exemplo uma luz vermelha que cobre seus corpos dividindo o mesmo plano. Porém algumas cenas de sexo, fazem “Cinquenta Tons de Cinza parecer um filme de Stanley Kubrick”.

Do segundo para o terceiro ato, temos algumas reviravoltas e a trama começa a engrenar pra valer engajando ainda mais a audiência. No entanto, a impressão final é que o filme tenta salvar´à todo custo, uma obra já afogada de clichês ruins presentes em inúmeros outros filmes bem melhores.

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