Dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Danny Glover, Whoopi Goldberg, Margaret Avery, Oprah Winfrey, Akosua Busia e Willard E. Pugh.
O filme é baseado no romance de Alice Walker. E conta a trajetória de Celie (Whoopi Goldberg), uma mulher negra do Sul dos Estados Unidos no início do século 20. Que enfrenta décadas de violência (todos os tipos), opressão. Mas com o passar das décadas, descobre a força da sua própria voz e a possibilidade de amar, ser amada e ter a liberdade de ser quem ela quer ser.
Geórgia, 1909. Celie aos 14 anos já tem a vida marcada por traumas: É abusada sexualmente, fica grávida do próprio pai e tem seus filhos tirados dela. É entregue a outro homem, Albert (Danny Glover) conhecido como Mister. Um homem brutal que a trata como serva, empregada. E assim, Celie vive uma vida inteira de sofrimento, acreditando que merece ser tratada daquele jeito. E só encontra um pouco de amor, na irmã caçula, Nettie (Akosua Busia), a única pessoa que a ama incondicionalmente. Quando Nettie foge de casa para escapar dos abusos do pai, ela tenta viver com Celie, mas Albert a expulsa. As irmãs são separadas. E esse é um dos maiores traumas de Celie.
Grande parte da brutalidade de Albert vem da forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma cantora de blues muito sensual. Ela é independente e livre. Apesar de ser amante de Mister, ela cria um laço profundo com Celie, trazendo afeto, autoestima e um novo senso de identidade para a vida dela. Shug mostra a outra mulher que a mesma também é alguém digno de amor. E que ela deveria questionar a dominação masculina.
Outra mulher muito importante na vida de Celie é Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Williard E. Pugh), filho de Mister. E assim como Shug, Sofia é uma mulher forte, destemida e se recusa a ser subjugada, humilhada por qualquer pessoa. Ambas as mulheres, mostram a Celie uma força feminina que ela nunca pensou existir.
Aos poucos, Celie foi mudando o jeito submisso de ser. E começou a ter mais coragem de falar, responder e não deixar barato as ofensas que vinham em sua direção. E mesmo sofrendo consequências muito duras por isso, inclusive sendo presa após enfrentar pessoas brancas e racistas, é vista como um modelo de resistência.
Essas duas mulheres, foram aquela força superior que a fez ter coragem de ser aquilo que Celie sempre quis ser. E assim ela pode se libertar física e emocionalmente. Quando ela descobre que Mister escondeu as cartas de Nettie por anos, ela se explode e finalmente o confronta. Partindo para viver sua própria vida. Finalmente se libertando de algo extremamente ruim e tóxico em sua vida.
Celie descobre que Nettie, sua irmã, se tornou missionária em África e não mede esforços para se reunir com a irmã novamente. Celie finalmente ganhou consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo pode lhe oferecer. E não tem mais nada libertador do que quebrar barreiras físicas, emocionais, e até aquelas imaginárias.
Enfim, depois de décadas de sofrimento, Celia pode encontrar a paz e ser independente, ser dona do seu próprio negócio. Ela pode se curar de antigas feridas e traumas que a marcaram profundamente. Não tem algo mais prazeroso do que ter Paz e descobrir sua própria identidade.
O filme aborda temas como: Racismo estrutural, violência e opressão, autonomia feminina, sexualidade e afeto entre mulheres, fé, ancestralidade e identidade.
É um filme sensível e mostra que tudo que é belo, sagrado deve ser visto, vivido, mesmo quando o mundo tenta apagar. A trama te faz refletir, analisar. O que é importante, belo, sagrado. A sua paz, felicidade, amor incondicional e tudo aquilo que te cause algo infinito.
E quanto a vocês? O que vocês acharam do filme? Para mim Spielberg arrasou como sempre. Ótimos atores, atuações. Que te fazem pensar, sonhar, se revoltar e assim por diante. Quem quiser comentar algo abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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