Análise do Filme: A Creche do Papai. (2003)

Critica de Filmes

Dirigido por Steve Carr e estrelado por Eddie Murphy, Steve Zahn, Khamani Griffin, Jeff Garlin, Elle Fanning, Lacey Chabert, Anjelica Huston, Leila Arcieri, Regina King e Lisa Edelstein.

Esse é outro filme que fez muito sucesso na televisão ainda na década de 2000 tanto na Globo quanto na SBT. É uma comédia leve, com uma pegada pastelão, humor físico. E nos mostra como é importante os pais estarem presentes na vida dos filhos. O quanto é fundamental ter a figura paterna na vida das crianças.

A trama acompanha a vida de Charlie Hinton (Eddie Murphy) é um homem que trabalha o tempo todo em uma grande empresa de marketing, mas ele é mandado embora. E se vê sem emprego e sem dinheiro para pagar as contas. Ele e seu melhor amigo, Phil Ryerson (Jeff Garlin).

E os dois ficam desesperados para arrumarem outro emprego. Charlie acaba tendo que cuidar do próprio filho, Ben (Khamani Griffin) o dia todo por não ter dinheiro o suficiente para pagar a creche. Só que ele não tinha a menor noção de como cuidar do filho o dia todo e ele vai aprendendo na prática como é lidar com o filho diariamente. Isso era algo que nem passava em sua cabeça.

E nem preciso dizer que o filme é pura comédia. Você dá risada o tempo todo. No início ele achando que conseguiria dar conta numa boa e que nem iria “enlouquecer” com as atrapalhadas com o seu filho, mas foi a partir daí que o caos tomou conta da casa já que ele não estava nem um pouco acostumado com essa rotina frenética do filho.

As coisas ainda pioram mais quando Charlie percebe que há outros pais que assim como ele estão passando por esse problema. De estarem desempregados e não conseguirem pagar uma creche decente para os filhos. Ou pais que precisam trabalhar o dia todo e não tem como pagar alguém para cuidar de suas crianças. E a partir daí começa a pensar em montar uma creche. Mas dentro de sua própria casa.

Kim Hunton (Regina King), sua esposa já sabe que isso não ia dar certo. Já que Charlie não tinha a experiência necessária para abrir uma creche. Quem iria cuidar de todas as crianças? Nem Phil nem seu marido conseguiriam cuidar de toda a parte educativa e muito menos ter energia o suficiente para mantê-los comportados.

E a casa vira puro caos. É criança correndo para todos os lados e cheios de gás e energia. Eles não têm nenhum curso de pedagogia ou qualquer outro curso que possa ajudá-los nessa ideia maluca. E precisam aprender a lidar com a birra, acidentes, brigas entre as crianças e verdadeira bagunça que todas elas fazem.

E as crianças aprontam cada confusão! É uma cena mais divertida que a outra. E fico imaginando como deve ter sido uma loucura filmar tudo isso! Além das crianças, eles são obrigados a lidar com a Miss Harridan (Anjelica Huston), uma diretora autoritária de uma creche tradicional e que está indignada e bem irritada com a creche do Charlie porque isso está sendo uma ameaça a creche do qual ela comanda.

Charlie vai conseguindo lidar com as crianças e a creche começa a ser ponto de referência. E muito requisitada. Onde as crianças se sentem acolhidas e podem brincar a vontade. Sem ter regras totalmente rígidas. Eles cantam, ouvem música e se divertem.

Charlie deixa de ser um pai ausente e inseguro para alguém que ouve as crianças. Começa a compreender e a valorizar as necessidades das crianças. E tudo sempre com um sorriso encantador no rosto e sempre tratando todos eles com muito carinho.

Ou seja, ele mostra que está disponível para entender as crianças e que está ali de corpo e alma por elas. E mesmo sem muito preparo pedagógico acabam transformando nesse sonho maluco em sucesso.

É um grande filme e passa uma boa lição para os pais que acham que o cuidado físico e psicológico com uma criança não é tão necessário quanto a parte financeira. Todas as partes são necessárias ainda mais quando há muito amor, dedicação e empatia para lidar com as crianças.

E vocês? O que acharam do filme? Acho fantástico pela lição de vida que ele nos dá. É uma comédia familiar e que te fará dar muita risada em alguns momentos.

Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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