Análise do Filme: A Loja da Esquina. (1940)

Critica de Filmes

Dirigido por Ernst Lubitsch e estrelado por James Stewart, Margaret Sullavan, Frank Morgan, Felix Bressart, William Tracy, Joseph Schildkraut, Sara Haden e Inez Courtney.

Esse filme é baseado na peça “Parfumerie”, escrita por Miklós László. Ele era um dramaturgo húngaro que imigrou para os Estados Unidos e assim fugir das perseguições políticas.

Além disso, serviu de inspiração para alguns filmes subsequentes. A sagacidade e a destreza da direção de Lubitsch, um roteiro perfeito e performances impecáveis de seu elenco experiente combinaram para criar uma história comovente, engraçada e emocionante.

Apesar de o filme ter uma ambientação europeia, foi filmado exclusivamente em Hollywood, mas se tomando muito cuidado para evocar a atmosfera romântica e melancólica da Europa Central.

A história acontece em Dezembro, mas o foco não é o Natal em si. Mas os temas: Reconciliação, perdão, afeto e esperança que estão presentes no filme fizeram com ele fosse associado ao clima natalino.

Outra curiosidade: James Stewart descobriu ser cansativo filmar as cenas em que Alfred escrevia as cartas amorosas. Ele brincava no set dizendo: “Podemos fazer um filme inteiro sem escrever nada”.

Achei interessante trazer essas informações agora o filme em si.

A trama é ambientada na charmosa Budapeste dos anos 1930. E conta a história de Alfred Kralik (James Stewart). Ele é considerado o funcionário mais experiente e respeitado pela pequena loja de presentes Matuschek & Company.

Alfred é dedicado, sério e bastante meticuloso em seu trabalho. Apesar de manter uma relação cordial com seus colegas, ele vive em constante conflito com o senhor Matuschek, o dono da loja que é muito exigente e que anda cada vez mais desconfiado de tudo e todos, e vive sempre mal-humorado.

A rotina da loja muda com a chegada de Klara Novak (Margareth Sullavan), uma jovem determinada que consegue um emprego na loja depois de impressionar o Senhor Matuschek. Alfred e Klara logo se estranham. Ambos têm personalidades fortes, discutem com frequência e parece serem incapazes de concordar em qualquer coisa.

O que eles não sabem é que, fora da loja, são correspondentes românticos anônimos. Através de cartas apaixonadas, trocam pensamentos profundos, sonhos e confidências. Cada um acredita ter encontrado sua alma gêmea, sem imaginar que se trata justamente da pessoa com quem vive brigando feito cão e rato.

O clima na loja piora quando o Senhor Matuschek, influenciado por um funcionário invejoso, começa a desconfiar de Alfred e o demite repentinamente. Alfred fica desolado e sem entender o motivo. E para ajudar, ele ainda precisa lidar com a expectativa de encontrar sua correspondente misteriosa em um encontro marcado para aquela noite.

Ao chegar ao café combinado, ele descobre que a mulher das cartas é Klara. Chocado, mas também curioso, ele decide não se revelar imediatamente. A partir daí, ele passa a se aproximar dela de uma nova forma, e com isso, quebrando as poucas barreiras que os separavam.

Com o tempo, a verdade vem à tona. Tanto sobre o romance quanto sobre os mal-entendidos na loja. Alfred é reintegrado no trabalho e o clima entre os colegas se resolve. E o senhor Matuschek também enfrenta seus dramas pessoais e dessa forma, dissolvendo a tensão que dominava o ambiente.

E por fim, Alfred finalmente revela a Klara que ele é o autor das cartas. Ela fica surpresa e emocionada ao perceber que o amor que imaginava existir no papel estava bem na frente dela.

O filme termina com um tom doce, simbolizando reconciliação, afeto e a descoberta do amor onde menos se espera.

Essa é a minha versão favorita. Se bem que amo a versão de Mensagem de amor com Meg Ryan e Tom Hanks e me lembrei de muitas cenas desse filme mais recente.

Mas e vocês? O que acharam do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos. E até a próxima matéria.

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