Análise do filme: A Primeira Noite de um homem. (1967)

Critica de Filmes

Dirigido por Mike Nichols é estrelado por Dustin Hoffman, Anne Bancroft, Katharine Ross, William Daniels e Murray Hamilton.

Esse filme é uma adaptação do livro “The Graduate” do autor Charles Webb.

Ganhou prêmios como Oscar de melhor diretor. E no Globo de Ouro ganhou como Melhor filme musical/comédia; Melhor diretor, Melhor atriz musical/comédia (Anne Bancroft), Iniciante mais promissora (Katharine Ross), Iniciante mais promissor (Dustin Hoffman). Também ganhou BAFTA nas seguintes categorias: Melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro, melhor edição e Protagonista iniciante mais promissor (Dustin Hoffman). Além do Grammy de Melhor trilha sonora original para cinema.

Com tantos prêmios assim não poderia deixar de falar desse filme. Ele marcou uma geração. Dustin Hoffman, Anne Bancroft e Katharine Ross estão ótimos no papel. Eu recomendo a todos. E a música é um quesito a mais.

Benjamin Braddock é um jovem de 21 anos que terminou a faculdade e volta para casa. Mesmo sendo considerado um jovem promissor, ele se sente completamente perdido, desorientado e sem rumo diante das expectativas dos seus pais e da sociedade.

Os pais decidem fazer uma festa de seja bem vindo ao jovem. E convida vários amigos da família. Nessa festa, Benjamin conhece a Sra. Robinson (Anne Bancroft) uma mulher de meia idade, totalmente insatisfeita com o casamento e com a vida que leva. Ela tem um vazio existencial muito grande. E vive por viver. É como se ela colocasse no automático e vivia aquela velha rotina de sempre.

Sra. Robinson é uma mulher sedutora e começa a seduzir Benjamin que se sente atraído e intimidado por ela. Os dois começam a viver um caso extraconjugal.

Benjamin é pressionado pelos pais e pela sociedade a seguir um caminho pré-determinado de sucesso e estabilidade. Seguir os negócios do pai, porém se sente vazio e perdido. E o caso com a Sra. Robinson, simboliza sua tentativa de rebeldia contra os valores da sociedade.

O filme aborda o medo, a confusão e o desespero dos personagens principalmente de Benjamin. Sra. Robinson é uma mulher frustrada, que tem muito ressentimento da vida e um profundo vazio existencial. E está tentando lidar com um forte sentimento de prisão em uma vida que ela não escolheu ter. Então esse caso é a forma que ela achou de escapar de uma vida que não lhe atrai nada.

Sra. Robinson demonstra sentir desprezo pelo próprio casamento, pela vida doméstica e pela maternidade. Ela casou jovem por ter ficado grávida e isso sugere que uma boa parte de suas escolhas foram impostas ou feitas sobre pressão social. E esse ressentimento projeta em todos, inclusive em Benjamin.

Ela mantém uma postura de frieza emocional e ironia. Seu cinismo em relação ao amor, casamento pode ser vista como uma forma de evitar o contato com a própria dor. Ela domina a relação. Tanto emocional quanto sexual. E sente mais prazer da manipulação do que o envolvimento afetivo. E Sra. Robinson deixa bem claro que o relacionamento com Benjamin não deve envolver sentimentos.

E isso começa a arruinar esse caso. Benjamin, que no início era tímido e passivo começa a perceber que essa relação não é a que ele buscava. E não lhe dá sentido de vida.

Quando Benjamin conhece Elaine Robinson (Katharine Ross), a filha da Sra. Robinson, as coisas começam a mudar. Elaine é gentil, inteligente e emocionalmente aberta. E isso despertou interesse de Benjamin. É claro que a Sra. Robinson tentou impedir, mas os dois começaram a sair e desenvolver um laço afetivo verdadeiro.

É um excelente filme. E considerado clássico por muitos. O que acontecerá com esse jovem casal? Será que vão ficar juntos? Será que ambos têm maturidade o suficiente para manter essa linda história de amor?

Bem, eu vou ficar por aqui. Quem quiser comentar desse filme, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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