Análise do Filme: As Quatro Irmãs. (1933)

Critica de Filmes

Dirigido por George Cukor e estrelado por Katharine Hepburn, Joan Bennett, Jean Parker, Paul Lukas, Frances Dee, Edna May Oliver, Douglass Montgomery, Olin Howland e Spring Byington.

Este filme é uma adaptação clássica do romance de Louise May Alcott, Mulherzinhas, publicado em 1868. E acompanha a vida das irmãs March durante e após a Guerra Civil Americana.

A história gira em torno das quatro irmãs. Jo March (Katharine Hepburn) é impulsiva, criativa, independente e sonhadora. É a heroína central da narrativa e da história. Meg March (Frances Dee) é a irmã mais velha, responsável e maternal. Beth March (Jean Parker) é a irmã tímida, gentil e com a saúde mais fragilizada. Amy March (Joan Bennett) é a irmã caçula, vaidosa, inteligente e determinada.

A trama se abre no aconchegante Lar dos March, em Concord, Massachussetts, durante o inverno. A família enfrenta dificuldades financeiras porque o pai está envolvido como capelão na Guerra.

Mesmo com pouco dinheiro, as irmãs cultivam generosidade, talento e companheirismo. A vida simples é marcada pela disciplina amorosa da mãe, conhecida como Marmee (Spring Byington). 

Jo é a irmã que se destaca por sua personalidade vibrante. Ela ama escrever histórias, detesta convenções e almeja uma carreira como escritora. Mesmo enfrentando as expectativas sociais impostas às mulheres, ela insiste em manter sua independência. Katharine Hepburn nasceu para fazer esse papel. Fantástico.

A chegada do jovem vizinho Laurie (Douglass Montgomery) traz vida e alegria às irmãos. Jo e Laurie desenvolvem uma amizade profunda, cheia de aventuras, camadas e cumplicidade. Enquanto Laurie se apaixona por Jo, ela luta com seus sentimentos e com a ideia de casar. Ela teme perder sua liberdade criativa e pessoal.

Ao longo da história, a família March enfrentam perdas, amadurecimento e separações. A doença de Beth se torna um eixo emocional da narrativa: Sua fragilidade reúne a família em torno da esperança e da dor, principalmente de Jo, quem era muito ligada a irmã. Jo sente profundamente sua piora na saúde. E reconhece a importância da irmã como uma força silenciosa da casa.

E cada uma delas segue um rumo diferente depois de Beth. Meg se casa e forma sua própria família. Amy, refinada e ambiciosa, viaja para a Europa e vive seu próprio amadurecimento. E Jo se dedica à escrita e encontra seu espaço longe de casa por um bom tempo.

Jo compreende, com o passar do tempo, que a independência e o afeto podem coexistir e encontra um novo sentido para sua vida ao lado do professor Friedrich Bhaer (Paul Lukas), que confirma seu talento e integridade.

A trama encerra com o encontro das três irmãs e a consolidação de suas trajetórias. Cada uma delas conquista, à sua maneira, autonomia e maturidade, mas a força dos laços familiares continua sendo o coração da história.

O filme não divide formalmente o tempo passado entre elas como no livro. E sim, mistura os acontecimentos das duas metades do romance em uma única narrativa contínua. O roteiro traz transições suaves, sem separar “antes e depois da Guerra”.

No filme, a passagem do tempo é mostrada apenas pelo amadurecimento das personagens. E através de: Casamentos, mudanças de casa, viagens, doença da Beth e a evolução profissional de Jo.

Em 1949, 1994, e 2019 teve outras versões desse mesmo filme. Mas, eu prefiro particularmente essa versão de 1933. E o que vocês acham do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um grande beijo a todos e até a próxima matéria.

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