Dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda, Jane Darwell, John Carradine, Dorris Bowdon, John Qualen, Eddie Quillan, Frank Sully e Shirley Mills.
Para mim, esse é um dos melhores filmes de John Ford junto com o Como era verde o meu vale e eu não pude deixar de falar dele. Henry Fonda está excelente aqui. Mas quando ele não está certo?
O filme é baseado no romance de John Steinbeck. As vinhas da Ira acompanha a jornada da família Joad durante a Grande Depressão, revelando o sofrimento, a resiliência e a luta pela dignidade de milhares de famílias deslocadas nos Estados Unidos dos anos de 1930.
A história começa quando Tom Joad (Henry Fonda), que foi recentemente libertado da prisão condicional, retorna para a fazenda da família em Oklahoma.
E ao chegar à fazenda, ele encontra uma casa abandonada e destruída. E com a ajuda do antigo pastor, Jim Casy (John Carradine), Tom descobre que a sua família foi expulsa por grandes corporações agrícolas que estavam mecanizando o campo e expulsando os pequenos agricultores rurais.
Tom finalmente encontra os Joads abrigados na casa do tio John (Frank Darien). Como tantos outros, eles decidem deixar o estado e partir para a Califórnia. Eles foram atraídos por panfletos que prometiam empregos e uma vida melhor.
A família, composta por Ma Joad (Jane Darwell), Pa Joad (Russell Simpson), os avós, irmãos e cunhados, viajaram em um caminhão velho e improvisado pela lendária Rota 66. E enfrentando fome, calor, estradas perigosas e perdas dolorosas, incluindo a morte dos avós ao longo do caminho.
Ao chegarem até à Califórnia, descobrem que a tal promessa de trabalho era ilusória. Uma farsa e que milhares de família de migrantes vivem em acampamentos precários, e explorados por proprietários que pagam muito pouco financeiramente.
A hostilidade local contra os “okies”, migrantes vindos de Oklahoma e arredores, são intensos, e a família luta para se manter unida e sobreviver.
E com o passar do tempo, Tom vai testemunhando injustiças e violência contra os trabalhadores pobres. Quando Jim Casy é morto por defender os direitos desses trabalhadores, Tom reage e acaba matando o agressor e assim colocando sua família em risco.
Tom é obrigado a fugir para não comprometer e nem prejudicar a sua família. Ele se despede de sua mãe em uma das cenas mais emocionantes do filme.
Enquanto Tom parte para se juntar à luta dos oprimidos, Ma Joad assume a liderança da família, e acreditando firmemente que, apesar das adversidades, eles continuam vivos e em pé. Tem uma frase bem interessante que vou colocar aqui. “Nós somos o povo. Enquanto há vida, a gente segue em frente”.
O filme termina com uma esperança, fé e resiliência, destacando o espírito coletivo e a luta por justiça social, que é a tema central da obra de John Steinbeck.
Esse filme é uma obra prima do John Ford e é um dos meus preferidos. Henry Fonda era sensacional e dá um toque a mais nesse filme.
Mas e vocês? O que vocês acham desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.
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