Análise do Filme: Cavalgada. (1933)

Critica de Filmes

Dirigido por: Frank Lloyd e estrelado por Diana Wynyard, Clive Brook, Una O’Connor, Herbert Mundin, Ursula Jeans, Beryl Mercer, Merle Tottenham e Frank Lawton.

Esse filme tem uma história muito bonita, e também triste. E conta uma história de 34 anos de duas famílias, Os aristocráticos Marryot e seus empregados, os Bridges. Enquanto atravessavam eventos históricos que moldaram o início do século 20.

Ambientada na Inglaterra, a história começa na véspera do Ano Novo de 1899, quando o Senhor Robert Marryot (Clive Brook) e sua esposa Jane (Diana Wynyard) se preparam para comemorar a chegada do século 20.

Mas a festa é logo interrompida quando o Senhor Robert é convocado para servir na Segunda Guerra dos Bôeres, na África do Sul. Alfred Bridges (Herbert Mundin), o empresário dos Marryot também é convocado deixando para trás sua esposa Ellen (Una O’Connor) e a filha pequena, Fanny (Bonita Granville).

Confesso que revi esse filme há pouco tempo e a emoção foi à mesma. As histórias são tão emocionantes. A menina era tão linda, parecia uma boneca.

E a história vai se progredindo mostrando grandes acontecimentos históricos. Enquanto Jane vivia angustiada e preocupada, sempre esperando o retorno do marido. E mostra o impacto da guerra na vida dessas famílias e na sociedade britânica.

Alfred volta para casa pós-guerra e completamente transformado pela experiência e decide abrir o seu próprio pub. Tentando ascender socialmente, mas seu sucesso acaba vindo acompanhado com problemas com a bebida e isso acaba afetando sua família.

Os anos vão passando e as mudanças sociais, emocionais, econômicas também vão. Fatos históricos como o falecimento da Rainha Vitória vão sendo mostrados e capturando a sensação de fim de uma época.

Edward (John Warburton) e Joe (Frank Lawton), filhos de Jane e Robert crescem com o passar dos anos e seguem seus próprios caminhos. Edward se casa com a jovem e sonhadora Fanny Bridges, que se torna uma talentosa artista de teatro.

O casamento entre os dois simboliza a união e também o choque entre classes sociais já que Fanny é filha de Alfred que era de uma classe menos privilegiada.

A história entre Edward e Fanny infelizmente toma rumos dramáticos quando os dois embarcaram em uma viagem de Luxo. A bordo do RMS Titanic, culminando na trágica sequência em que o casal é visto no convés enquanto o navio afunda.

E não podemos nos esquecer de que Joe, o outro filho também morre. Só que no campo de batalha durante a Primeira Guerra Mundial.

Os pais ficam arrasados. E Jane começa a refletir sobre o preço da guerra e o sacrifício de sua geração. O quanto eles estão sofrendo por essas guerras. O filme também fala sobre o patriotismo, a dor coletiva e as mudanças sociais após os conflitos e as guerras.

E por fim, chega à virada para 1933. Robert e Jane já não são mais os mesmos. E já envelhecidos, porém completamente maduros, celebram a chegada de mais um ano. E refletindo sobre o tudo que passaram: a sensação de perda, luto, mudanças, renovação.

E o filme termina com um misto de esperança e melancolia, eles desejam que as próximas gerações aprendam com os erros do passado.

Que filme! Ele mexe e muito com o seu emocional. E se você for um amante de história com certeza vai amar. E com tantas emoções assim é claro que o filme ganhou Oscars: três na verdade. Melhor filme, Melhor direção (Frank Lloyd) e Melhor direção de arte (William S. Darling)

E para vocês? O que vocês acharam desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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