Análise do filme: Conduzindo Miss Daisy. (1989)

Critica de Filmes

Dirigido por Bruce Beresford e estrelado por Morgan Freeman, Jessica Tandy, Dan Aykroyd e Patti LuPone.

Eu adoro esse filme. E achei que seria interessante fazer uma análise dele. Jessica Tandy, já uma estrelinha, estava ótima no papel e Morgan Freeman também. Esse filme te faz pensar, refletir sobre a vida, sobre as pessoas, classes sociais, entre outras coisas. E mais uma vez, tomo cuidado com o ano. Mesmo sendo de 1989, a trama gira em torno das décadas de 1940 a 1970. Então temos que levar em consideração isso também. Essa época era completamente diferente da nossa.

Com isso enfatizado, nós podemos começar. A trama é ambientada em Atlanta entre o final dos anos de 1940 e o início dos anos de 1970. E acompanha uma delicada e profunda relação de amizade e serventia entre Daisy Werthan (Jessica Tandy), uma viúva judia de temperamento forte, e Hoke Colburn (Morgan Freeman), um motorista negro que foi contratado pelo filho Boolie (Dan Aykroyd), depois dela sofrer um acidente ao dirigir o carro.

No início, Daisy era orgulhosa e independente, e não assume que precisa de ajuda, que alguém a ajudasse nas coisas e principalmente dirigir e levá-la em médicos, farmácia, mercado. Ela se recusava a aceitar a ideia de ter um motorista particular. Ela era mandona, teimosa e desconfiada. E tenta resistir à presença do motorista. Fingindo que não tinha ninguém por lá. Chegando inclusive a tentar sair com o carro, sozinha.

Mas Hoke era um homem gentil, paciente e bem humorado. E fazia questão de ajudar a senhora Daisy. Porém com o passar do tempo, com pequenas situações do dia a dia, como ir ao mercado, os dois começam a conversar e a se tornarem amigos. Ele acaba se tornando de grande valia a ela e seu único amigo verdadeiro.

O filme faz uma crítica ao racismo, mostrando o quanto pessoas negras sofriam preconceito e violência. Por exemplo, na sinagoga que Dona Daisy frequentava. Hoke sofria constantes piadas de mal gosto e humilhações, mas sempre fazia questão de acompanhar sua amiga e patroa. E com isso, aumentando seus laços de amizade.

Mesmo quando Dona Daisy já está bem velha e fica ainda mais fragilizada, a amizade deles está intacta. Em uma cena muito bonita, ela diz a ele que Hoke era seu melhor amigo. Ambos se respeitavam muito.

O laço entre eles era tão forte de amizade, carinho e cumplicidade que é mais forte que tudo. Transcende as barreiras impostas pela idade, raça e classe social.

Esse filme te faz lembrar que a vida é tão curta e perdemos tempo com coisas tão insignificantes. O amor, a amizade, o respeito deveriam ser essenciais e serem prioridades na vida dos seres humanos.

Conduzindo Miss Daisy é sobre como nos conectamos com as pessoas apesar das diferenças. É sobre como a vulnerabilidade pode aproximar pessoas que, à primeira vista, não parecem ter nada em comum. É um filme sobre escuta, paciência e cuidado.

Ganhador de vários prêmios, inclusive quatro Oscars. (Melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e melhor maquiagem). Fora Globo de Ouro e Bafta.

Bem, eu vou ficando por aqui. O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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