Dirigido por Rouben Mamoulian e estrelado por Barbara Stanwyck, William Holden, Adolphe Menjou, Lee J. Cobb, Joseph Calleia, Edward Brophy, Sam Levene e William H. Strauss.
O roteiro é baseado na peça homônima de Clifford Odets, que foi apresentada 250 vezes na Broadway entre 1937 e 1938.
Na peça, o casal central morria de acidente de carro o que Harry Cohn não quis para o filme. Ele queria que seu drama misturado com romance e esporte tivesse um final de feliz e readaptou o final conforme ele queria fazer. E passou na mão de 4 roteiristas.
Esse filme foi o primeiro da carreira de William Holden. Ele conseguiu esse papel graças a Barbara Stanwyck. Harry Cohn, o chefe de estúdio da Columbia Pictures queria o ator John Garfield para o papel, mas a Warner Bros, recusou emprestar o ator.
Entre os 65 candidatos que ficaram até o final, Harry Cohn escolheu Holden que com 21 anos de idade só tinha feito duas pontas não creditadas em seu currículo.
Mas William Holden era praticamente novato e com apenas duas semanas de gravação Harry Cohan já queria substituí-lo. Porém, Barbara Stanwyck não deixou. Ela bateu o pé e disse que iria ajudá-lo a preparar as suas cenas. Dito e feito.
Assim, graças à paciência e o encorajamento de Barbara, William entregou uma atuação acima da média. E mostrou que os dois tinham uma química perfeita. E como prova da sua imensa gratidão por ela, todos os anos na data de aniversário da estreia do filme em Hollywood, ele mandava um buquê de flores para a atriz.
E essa linda amizade durou até a morte do William Holden dia 12 de Novembro de 1981. No Oscar de 1982, Barbara Stanwyck ganhou um Oscar Honorário e comentou que Billy tinha realizado um sonho que era ver Barbara ganhar o esperado Oscar.
Eu estou emocionada só de comentar. Mas vamos ao filme. Joe Bonaparte (William Holden) é um jovem dividido entre dois mundos completamente opostos. A música que representa seu lado sensível e sonhador e o boxe, que simboliza a agressividade, o risco e a promessa de ascensão rápida.
Ele tem um dom extraordinário para tocar violino e faz isso muito bem, mas ele também é um ótimo boxeador. Joe é um cara impulsivo e inquieto. E acredita que poderá conquistar fama e fortuna de forma bem mais rápido nos ringues do que nos palcos tocando música.
Joe aprendeu a ser boxeador em academias e nas ruas, e agora é uma promessa do esporte. Para seguir esse caminho, ele se junta ao empresário de boxe, Tom Moody (Adolphe Menjou) que vê no rapaz uma oportunidade de reerguer sua própria carreira.
Tom Moody namora Lorna Moon (Barbara Stanwyck) que também é secretária de Tom. Uma mulher forte, inteligente e experiente. E que enxerga em Joe algo além de suas ambições: um jovem vulnerável e dividido. E precisando de direção e um pouco de carinho? Sem dúvida. Ela não é boba nem nada.
À medida que Joe se destaca como pugilista, as coisas vão piorando em casa. O pai sempre quis que ele seguisse a carreira de músico e tocasse violino nos palcos. Algo que Joe tinha talento. Então Joe começa a se distanciar de seu pai, um imigrante italiano e bondoso. Que é muito dedicado ao filho.
Lorna se apaixona por Joe, embora a relação entre eles seja marcada por conflitos internos. Ela tem medo de que a violência do boxe acabe apagando o brilho mais puro de Joe.
Joe precisa decidir quem realmente é e o que deseja para a vida. A glória, a fama perigosa do ringue ou a realização mais profunda e mais difícil de conseguir que é a música e o amor.
As escolhas de Joe será algo que o fará conduzir a uma jornada intensa de autodescoberta, sacrifício e redenção.
Quem se interessar tem no Youtube completo. E o que vocês acham do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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