Dirigido por Callie Khouri e estrelado por Sandra Bullock, Ellen Burstyn, Ashley Judd, Maggie Smith, Fionnula Flanagan, James Garner e Shirley Knight.
Essse filme é uma comédia dramática com um elenco de primeira. Todo o elenco estava ótima. Hoje Ellen Burstyn está fazendo 93 anos e eu não podia deixar de fora. Essa é a minha homenagem a essa grande atriz.
A trama acompanha a vida de Sidda Lee Walker (Sandra Bullock), uma dramaturga bem sucedida que vive em Nova York e está prestes a se casar. Sua vida aparentemente organizada entra em colapso quando ela concede uma entrevista a uma revista, na qual faz comentários negativos e dolorosos sobre sua mãe, Vivi Abbott Walker (Ellen Burstyn).
A matéria causa constrangimento e revolta em Vivi, uma mulher intensa, orgulhosa e emocionalmente explosiva, que decide cortar o contato com a filha completamente.
As amigas de infância de Vivi ficam preocupadas com essa ruptura entre mãe e filha. Essas amigas participam de um grupo chamado Irmandade Ya-Ya intervém. Elas viajam para Nova York, e levam Sidda para um final de semana em Louisiana. Onde elas mostram o chamado “livro dos segredos”, uma espécie de diário coletivo onde se guarda memórias, confissões, fotografias e relatos do passado de Vivi.
E a partir daí as histórias começam a ser contadas, mergulhando na juventude de Vivi. E quem a interpretou quando jovem foi Ashley Judd. Ela era uma mulher vibrante, romântica e talentosa, mas também ferida emocionalmente. Vivi tinha um relacionamento turbulento com o marido, Shep Walker. Os traumas do passado, as expectativas da sociedade sulista. O peso da maternidade precoce sobre uma mulher que nunca teve um suporte emocional adequado para lidar com sua própria fragilidade.
E enquanto foi descobrindo tudo o que a mãe tinha passado, Sidda passou então a entender a complexidade de sua mãe: sua impulsividade, seus episódios depressivos, sua luta contra a solidão e o alcoolismo, e a forma distorcida com que se expressava amor.
O filme também mostra momentos de violência doméstica, decisões tomadas por impulsividade e a morte do pai de Sidda, que foi um momento traumático e afetou profundamente a saúde mental de Vivi e sua relação com Sidda.
E enquanto revê esse passado cheio de dores, segredos e silêncios, Sidda aproveita para refletir sobre quem deseja ser como mulher, esposa e futura mãe. E aos poucos vai vendo que apesar dos erros graves cometidos por Vivi, também houve amor, proteção e uma tentativa, ainda que desorganizada, de cuidar dos filhos.
O reencontro entre mãe e filha acontece de uma forma delicada e ambígua, marcado pela decisão consciente de quebrar o ciclo de dor e incompreensão.
O filme nos deixa uma mensagem sobre perdão, empatia e a força do vínculo entre mulheres, celebrando a importância da memória, da amizade e a possibilidade de reconciliação. Além das relações maternais complexas, traumas entre gerações, amadurecimento emocional e cura por meio da compreensão do passado.
Divinos segredos é um ótimo filme, mas é outro que você tem que ver com bom humor. Se você não estiver em um dia bom, se prepare que terá de usar lenços para enxugar suas lágrimas.
Ashley Judd estava ótima no papel. E a cada momento, você vibra, curte, torce por ela.
E vocês? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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