Análise do filme “Doce Vingança 2” (2013)

Critica de Filmes Terror

Direção: Steven R. Monroe
Elenco: Jemma Dallender, Joe Absolom, Aleksandar Aleksiev, Yavor Baharov, Mary Stockley, Valentine Pelka, Peter Silverleaf, George Zlatarev, Michael Dixon, Kacey Clarke, Dimo Alexiev

Dirigido por Steven R. Monroe, “Doce Vingança 2” é uma sequência que tenta manter a temática de horror e vingança do original, porém com um novo elenco e sem a presença da icônica Jennifer Hills, a grande anti-heroína da franquia. A mudança de protagonista, com Katie (interpretada por Eleanor Tomlinson) substituindo Jennifer, traz uma nova perspectiva, mas não é suficiente para salvar o longa de suas falhas estruturais. Infelizmente, a obra sucumbe a clichês, repetições e problemas de roteiro.

Ao contrário do primeiro filme, que acompanhava uma mulher urbana estabelecida profissionalmente em busca de sossego no interior, esta sequência inverte a lógica: apresenta uma jovem do interior que se muda para a metrópole em busca de realização profissional. Embora essa inversão de papéis tivesse potencial, ela é pouco explorada, resultando em uma narrativa rasa e com baixo apelo emocional.

Katie é uma personagem intrigante, com um background de especialista em caça apresentado na cena em que ajuda o zelador do prédio com uma infestação de ratos. No entanto, essa habilidade é praticamente descartada durante a execução da vingança. A personagem acaba soando genérica, carecendo de elementos que poderiam transformá-la em uma figura carismática e única; um desperdício de potencial para uma figura que poderia ter sido marcante.

O filme também falha na representação dos vilões, que são caricatos e estereotipados. O sotaque e os trejeitos atribuídos ao leste europeu soam mais como um clichê jocoso do que como uma construção realista. Além disso, a conivência e a incompetência das autoridades locais são retratadas de forma exagerada e pouco crível, reforçando estereótipos negativos de maneira forçada.

A introdução de uma antagonista feminina é um ponto positivo, mas a personagem carece de desenvolvimento. O roteiro perde a oportunidade de aprofundar temas como o machismo estrutural praticado pela própria mulher. No fim, o filme repete fórmulas do original sem o mesmo êxito: as cenas de impacto da primeira metade não chocam como deveriam, e a vingança final tem pouco impacto em comparação ao seu antecessor.

“Doce Vingança 2” é um filme de terror com potencial desperdiçado. Apesar da sequência apresentar alguns bons momentos, entrega uma experiência que só funciona se o espectador assisti-lo sem grandes expectativas.

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