Dirigido por James L. Brooks e estrelado por Shirley MacLaine, Debra Winger, Jack Nicholson, Jeff Daniels, Danny DeVito, John Lithgow, Huckleberry Fox, Megan Follows e Tracy Reiner,
Olá. Bom dia a todos. E estou de volta com mais um filme. Eu me lembro de ter visto esse filme quando saiu em VHS. Adoro esse elenco. Já vi bastante coisa da Shirley, da Winger, e assim por diante. E aos poucos vou trazendo para o site.
O personagem do Jack Nicholson é quem dá uma aliviada no drama do filme. É aquele momento que você consegue respirar um pouco. É enfim, aquele alívio cômico muito merecido.
Eu sei que é um filme dramático, mas a atuação de MacLaine e da Debra aqui está além de espetacular. Eu sei que sou suspeita para falar, porém é uma trama incrível. Eu vou deixar de babar um pouco e falar sobre… “Simbora lá”.
A trama acompanha ao longo dos anos a relação complexa e profundamente emocional entre Aurora Greeway (Shirley MacLaine) e sua filha Emma (Debra Winger). Aurora é uma mãe viúva, controladora e extremamente protetora. E Emma? Uma jovem determinada a viver sua própria vida, mesmo que isso signifique desafiar a vontade da mãe.
Desde nova, Emma sente a necessidade de se afastar da influente dominante da mãe. Assim que a filha atinge a idade adulta, ela se casa de forma impulsiva com Flap Hurton (Jeff Daniels). Ele é um professor universitário e um homem sonhador. Eles se mudam para outra cidade em busca de independência.
A partir daí, Aurora sente uma profunda solidão deixada pela filha e aí ela começa a se envolver de forma inesperada com seu vizinho, o ex-astronauta Garrett Breedlove (Jack Nicholson). Um homem aparentemente grosseiro, porém carismático. E aos poucos, ele vai quebrando suas barreiras emocionais.
Enquanto isso, Emma começa a sentir as dificuldades da vida conjugal e da maternidade. O casamento com Flap se torna instável devido à infidelidade dele e as frustrações que ambos começam a acumular.
Por isso que agir na impulsividade não é algo bacana. Se você se preparando já é complicado… Imagina se for algo por impulso. Casar com alguém sem conhecer o mínimo da outra pessoa? É um baita tiro no escuro e as consequências podem não ser muito agradáveis.
Mas mesmo assim, Emma enfrenta todas as dificuldades para dedicar sua vida aos filhos e tenta manter a família unida. A maturidade emocional, psicológica e pessoal de Emma é evidente. Ela mudou muito do começo do filme até o final. E mesmo com suas inseguranças e conflitos pessoais esteve presente na vida dos filhos e os apoiando sempre.
O reencontro entre Emma e Aurora é muito emocionante e infelizmente, acontece por causa de uma notícia muito triste, porém irreparável. Emma está com câncer agressivo e incurável. Sabendo que ela tem pouco tempo de vida, Emma precisa lidar com o sofrimento físico e emocional enquanto tem que preparar sua família para a perda inevitável. Só um milagre poderia salvá-la.
E a relação de Emma e Aurora que sempre tinha sido precária e cheia de discussões e brigas desnecessárias, mudou completamente. As mágoas, os ressentimentos que estavam acumulados ao longo dos anos foram esquecidos e deram lugar a uma conexão profunda, marcada por amor, cuidado e compreensão mútua.
E quanto a Aurora? Ela precisa reunir suas forças para apoiar a filha e cuidar dos netos. E mesmo nessa situação trágica e insuportável por estar perdendo quem mais ama. Ela precisa tirar forças de onde não tem para manter um pouco de sanidade. A filha e os netos precisam dela.
As cenas são muito carregadas emocionalmente. E mostraram o impacto da doença e a despedida silenciosa e cheio de significado entre mãe e filha. Por mais que você seja alguém forte, recomendo a não assistir em um dia que você não esteja bem ou preparado.
Enfim, é um drama sensível e poderoso sobre o amor incondicional, família e conflitos entre gerações. Além da Culpa, remorso, arrependimento, perdão e fragilidade da vida. E tentando equilibrar momentos de dor profunda com toques de humor e ternura e com isso tornando a história ainda mais humana e inesquecível.
E essa trama ganhou vários prêmios. Incluindo cinco Oscars: Melhor filme, melhor atriz (Shirley MacLaine), Melhor ator coadjuvante (Jack Nicholson), Melhor roteiro adaptado e melhor direção (James L. Brooks), fora Globo de Ouro e alguns outros prêmios.
E se eu acho merecido? Com certeza. E vocês? O que acharam desse filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
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Parabéns pela análise, preciso rever o filme