Análise do filme: Nada é para sempre. (1992)

Critica de Filmes

Dirigido por Robert Redford e estrelado por Brad Pitt, Craig Sheffer, Tom Skerritt, Vann Gravage, Emily Lloyd, Brenda Blethyn e Joseph Gordon-Levitt.

O filme é ambientado no estado de Montana, no início do século 20 e é um drama sensível sobre família, espiritualidade, amadurecimento e as marcas invisíveis do amor. Sou muito fã de Robert Redford e não apenas como ator, mas também como diretor. E esse filme não foi diferente.

Quem me conhece sabe que eu gosto de refletir sobre a vida e tudo o que está envolvido nisso. E que filme incrível. Mais um ótimo trabalho do saudoso Robert Redford.

A trama é narrada por Norman MacLean (Craig Sheffer) já adulto que relembra sua juventude, infância e sua relação com o irmão mais novo, Paul (Brad Pitt).

Os irmãos foram criados por pai que era Reverendo Maclean (Tom Skerritt) que acreditava que fé, disciplina e pesca eram caminhos para a formação do caráter e da elevação moral. A pesca para o reverendo era quase uma oração e uma prática que ensina a ter paciência, respeito pela natureza e equilíbrio interior.

A mãe (Brenda Blethyn) era uma mulher silenciosa e observadora. Ela era como o elo emocional da família. Ou talvez, o porto seguro de todos daquela família.

Norman era o filho responsável, estudioso e buscava uma vida estruturada, enquanto Paul era o carismático, impulsivo e muito talentoso na pesca. Era como se ele tivesse uma conexão quase intuitiva com o rio.

Os irmãos eram muito amigos e tinham uma conexão bem profunda. Embora seguissem caminhos diferentes na vida adulta. Norman foi estudar literatura e construiu uma vida acadêmica e sempre tentando se adaptar às expectativas sociais. Enquanto Paul sempre inquieto, irresponsável. Sempre envolvido em jogos de azar, conflitos pessoais e comportamentos autodestrutivos. E sempre arrumando confusão.

Ao longo dos anos, o rio que eles pescavam se torna o pano de fundo simbólico para os encontros e desencontros da família. É sobre ele que os irmãos têm momentos de profunda cumplicidade, mas também é onde ficam evidentes suas diferenças pessoais.

E um exemplo disso: É sobre o Rio que Norman observa com crescente angústia, a dificuldade de Paul em se ajustar as normas sociais e em aceitar ajuda, mesmo quando está claro, óbvio que precisa de ajuda.

A narrativa avança mostrando como o amor familiar nem sempre é suficiente para salvar aqueles que amamos. Norman, ao longo do tempo foi aprendendo, amadurecendo e vendo que não podia fazer nada para salvar o seu irmão.

O filme culmina em uma tragédia silenciosa, que marca definitivamente a família MacLean e transforma a memória em um espaço de reflexão e saudade.

Enfim, o afeto na família era mediado pela disciplina. O amor era demonstrado por ações e não por palavras. E quanto aos irmãos? Norman era aquele que preferia observar mais a agir e Paul era o irmão que sentia demais e sempre vivia no seu limite. Como se só assim conseguisse sentir algo verdadeiro.

Norman amava demais o seu irmão, mas ele não podia ajudá-lo. Já que algumas verdades se aprendem apenas vivendo. E algumas dores não encontram palavras.

E cada um deles se relacionava com o rio de formas diferentes. Para o pai era: a espiritualidade. Para Norman: memória e reflexão. E para Paul: Liberdade absoluta.

Eu gostei dessa seguinte reflexão: “Às vezes, tudo o que podemos fazer é lembrar… E deixar o rio seguir o seu curso”. Assim como a vida.

Para mim essa história é linda. Triste? Sim, é, mas a vida é cheia de vários momentos e não temos como escapar da tristeza para sempre. Ela faz parte do nosso amadurecimento pessoal e emocional.

 E o que vocês acharam o filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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