Dirigido por Fábio Barreto e é baseado no livro de José Clemente Pozenato com o mesmo nome, é estrelado por Glória Pires, Bruno Campos, Patrícia Pillar, Alexandre Paternost.
Eu vi mais ou menos na época que foi lançado e achei o filme muito interessante. E acabou se tornando um dos melhores filmes brasileiros para mim. Pelo menos na fase de transição. Talvez seja por meu pai ser de Santa Catarina e por sermos de imigrantes. Meus avôs, claro. E também não podemos nos esquecer de que essa história é contada no início do século 20. (1910). Eu sempre vejo em que ano ou década a história é contada. E com esse filme não seria diferente. Ver as pessoas usarem roupas da época, me deixaram pensativa e imaginando como seria viver naquela época. Mas vamos ao filme.
Esse filme é ambientado no início do século 20, em 1910, na colônia italiana do Rio Grande do Sul, e acompanha a vida de duas famílias de imigrantes. Teresa (Patrícia Pillar) e Ângelo (Alexandre Paternost). E outro casal: Pietro (Bruno Campos) e Adelaide.
Os quatro dividem a mesma casa. Todos se esforçam diariamente para prosperar nessa nova terra, marcada por trabalho duro. Sem descanso, trabalhando dia a dia para conseguirem viver.
Mas com o passar do tempo, Teresa se interessa por Pietro, o marido de Adelaide e é correspondida. Depois de algum tempo, os dois decidem fugir e recomeçar outra vida. Já que a sociedade era rígida e eles não poderiam ser amantes por terem outros parceiros. Teresa e Pietro só podiam fugir e viver a vida a dois em um outro lugar que não os conhecesse. E deixando para trás seus respectivos parceiros que eles já não amavam mais. Não de forma romântica ou íntima.
E foi o que fizeram. Teresa e Pietro fugiram enquanto Adelaide e Ângelo ficaram e viveram momentos constrangedores, tensos, humilhantes.
Adelaide e Ângelo tiveram que dar a volta por cima, mesmo em uma sociedade que não mais os tratam bem. Afinal eles (Adelaide e Ângelo) foram os traídos e deixados para trás. É claro que ambos foram surpreendidos e se sentiram mal quando descobriram a verdade.
E no começo eles deveriam ficar afastados já que eles não eram marido e mulher, e sempre tinha alguém para ver o que acontecia com os dois, porém com o passar do tempo, os dois viram que não era só amizade e respeito. Que havia um brilho a mais, e o “novo casal” deu a volta por cima e reconstruíram um lar depois de muito trabalho, esforço, fé, dedicação, respeito, amizade e por que não? Um amor muito mais forte que dessa vez ninguém conseguiria destruir.
Enfim, o filme mostra como esses casais lidam em caminhos separados, e revelando como cada um lida com as consequências das suas escolhas. Com as perdas e com a busca da felicidade em meio a convenções, normas, regras sociais da época.
O filme é um drama intimista que explora o amor proibido, a tradição, a culpa e a difícil conquista da liberdade emocional.
A atuação de todos os atores foi ótima. A trilha sonora me emocionou bastante. E o filme foi tão bem visto em outros países que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Eu recomendo a todos.
Bem, eu vou ficando por aqui. O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.
![]()

