Direção: Wes Craven
Elenco: David Arquette, Neve Campbell, Courteney Cox, Liev Schreiber
“Pânico 3” (2000) é um filme que, apesar de seus problemas, consegue entreter e até mesmo surpreender em alguns momentos. O exagero no humor e nos jumps scares pode ser um ponto de discórdia para alguns, mas é inegável que o filme é uma verdadeira montanha-russa de emoções.
A trama é, sem dúvida, super rocambolesca e difícil de fazer sentido em alguns momentos, mas isso é parte do charme do filme. A franquia “Pânico” sempre foi conhecida por sua capacidade de brincar com as expectativas do espectador, e “Pânico 3” não é exceção.
O que é um desperdício é a utilização do reflexo dos personagens do filme dentro do filme. A ideia de que os personagens estão assistindo a um filme sobre si mesmos é interessante, mas é subutilizada e não é explorada ao máximo.
A reconstrução do cenário de Woodsboro é impressionante, e a visão mais ampla dos bastidores da indústria é um toque interessante. A crítica à indústria do entretenimento e ao tratamento de celebridades é um tema relevante e muito pontual.
A participação de Carrie Fisher e Roger Corman é um bônus, e ambos trazem uma energia toda especial para o filme. Fisher, em particular, é uma das melhores coisas do filme, com sua presença carismática e sarcástica.
Finalizando, “Pânico 3” é um filme que vale muito a pena assistir, apesar de seus defeitos. É um filme que sabe exatamente o que é e o que quer ser, e isso é incrivelmente eficaz.
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Muito bom