Persona (1966): Uma Análise do Filme🎥🎬
⭐⭐⭐⭐⭐
Marcelo Kricheldorf
O filme “Persona” (1966), dirigido por Ingmar Bergman, é uma obra-prima do cinema sueco que explora a complexidade da natureza humana, a identidade e a comunicação. A narrativa segue a história de duas mulheres, Elisabet (Liv Ullmann) e Alma (Bibi Andersson), que se encontram em uma ilha remota, onde Elisabet, uma atriz famosa, está se recuperando de uma crise nervosa.
A história começa com a apresentação de Elisabet, uma atriz que se recusa a falar, e Alma, uma enfermeira que é designada para cuidar dela. Ao longo do filme, as duas mulheres se envolvem em uma relação complexa e ambígua, que explora a identidade, a comunicação e a dualidade da natureza humana.
O filme explora a relação entre a identidade e a máscara social, destacando a tensão entre a autenticidade e a representação. Elisabet, a atriz, é uma pessoa que se esconde atrás de uma máscara, enquanto Alma, a enfermeira, é uma pessoa mais autêntica e genuína. A relação entre as duas mulheres é uma metáfora para a busca por identidade e autenticidade.
O filme retrata a comunicação e o silêncio como formas de expressão e conexão humana. Elisabet se recusa a falar, enquanto Alma tenta se comunicar com ela de todas as maneiras possíveis. O silêncio de Elisabet é uma forma de resistência e de proteção, enquanto a comunicação de Alma é uma forma de conexão e de busca por intimidade.
A relação entre Elisabet e Alma é complexa e ambígua, destacando a intimidade, a dependência e a tensão entre as duas mulheres. A relação é uma metáfora para a busca por conexão e por identidade, e também para a complexidade da natureza humana.
O filme explora a dualidade e a ambiguidade da natureza humana, destacando a complexidade e a contradição. Elisabet e Alma são duas mulheres que se opõem e se complementam ao mesmo tempo, destacando a dualidade da natureza humana.
O filme critica a sociedade e a cultura, destacando a hipocrisia, a superficialidade e a repressão. A sociedade é retratada como uma força opressiva que sufoca a individualidade e a criatividade.
As personagens femininas são representadas de forma complexa e multifacetada, destacando a força, a vulnerabilidade e a ambiguidade. Elisabet e Alma são duas mulheres que se opõem e se complementam ao mesmo tempo, destacando a complexidade da natureza feminina.
O filme é influenciado pela psicanálise, destacando a exploração da mente humana e a busca por identidade. A relação entre Elisabet e Alma é uma metáfora para a relação entre o analista e o paciente, destacando a busca por autoconhecimento e por cura.
O filme usa o simbolismo e a metáfora para transmitir suas mensagens e temas. A ilha é uma metáfora para a busca por identidade e para a isolamento, enquanto a relação entre Elisabet e Alma é uma metáfora para a busca por conexão e por intimidade.
O filme retrata a jornada de autodescoberta das personagens, destacando a busca por identidade e significado. A jornada de Elisabet e Alma é uma metáfora para a busca por autoconhecimento e por cura, destacando a complexidade e a ambiguidade da natureza humana.
Ficha Técnica do Filme Persona (1966)
- Título Original: Persona
- Direção: Ingmar Bergman
- Produção: Ingmar Bergman
- Roteiro: Ingmar Bergman
- Elenco:
- Liv Ullmann como Elisabet Vogler
- Bibi Andersson como Alma
- Margaretha Krook como Dra. Vogler
- Gunnar Björnstrand como Sr. Vogler
- Música: Lars Johan Werle
- Cinematografia: Sven Nykvist
- Edição: Ulla Rygh
- Gênero: Drama, Psicológico
- Duração: 85 minutos
- Lançamento: 18 de outubro de 1966 (Suécia)
- País de Origem: Suécia
- Idioma: Sueco
- Orçamento: SEK 2,8 milhões
- Prêmios:
- 1 prêmio no Festival de Cannes (Melhor Atriz para Bibi Andersson e Liv Ullmann)
- 1 prêmio no Prêmio Guldbagge (Melhor Atriz para Bibi Andersson)
- 1 prêmio no Prêmio do Círculo de Críticos de Cinema de Nova York (Melhor Atriz para Bibi Andersson)
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