Análise do Filme: Tomates Verdes Fritos. (1991)

Critica de Filmes

Dirigido por Jon Avnet e estrelado por Mary Stuart Masterson, Kathy Bates, Jessica Tandy, Mary-Louise Parker, Cicely Tyson, Stan Shaw, Nancy Moore Atchison e Afton Smith.

Esse filme dos anos 1990 é outro que guardo com muito carinho na lembrança. Um dos últimos filmes da nossa saudosa Jessica Tandy. E é claro que eu ia guardar no coração. Fora que nesse filme temos Mary Stuart Masterson que eu acompanhei outros trabalhos e Kathy Bates.

Para mim esse elenco dispensa qualquer apresentação. E todas elas estavam ótimas em seus respectivos papéis. E nem acredito que já faz 34 anos que esse filme foi feito.

Tomates Verdes Fritos entrelaça duas histórias separadas pelo tempo, mas conectadas pela amizade, coragem e a força feminina.

A narrativa começa com Evelyn Couch (Kathy Bates), uma dona de casa insegura e emocionalmente esgotada, que visita um asilo com o marido. E no asilo, ela conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma idosa carismática que passa a contar histórias sobre seu passado numa pequena cidade do Alabama, chamada Whistle Stop.

E a partir das lembranças de Ninny, o filme volta para as décadas de 1920 e 1930, quando conhecemos Idgie Threadgoode (Mary Stuart Masterson), uma jovem rebelde, livre e com o espírito selvagem e que sempre fazia as convenções sociais.

Idgie desenvolveu uma amizade profunda, e uma conexão afetiva intensa com Ruth Jamison (Mary-Louise Parker), uma mulher doce, religiosa e sensível.

Vamos ser sinceros aqui. As duas se amavam de forma romântica, mas naquela época tinha que ser tudo por debaixo dos panos.

Quando Ruth se casa com Frank Bennett (Nick Searcy), um homem agressivo violento, Idgie faz de tudo para acompanhá-la. Após a morte da mãe de Idgie, Ruth decide deixar o marido e se mudar para Whistle Stop com ela. Juntas, elas abrem o Whistle Stop Café, onde serviam os famosos tomates verdes fritos e acolhiam a comunidade local.

Acredita que as duas eram apenas amigas e sócias da cafeteria é o mesmo que acreditar que Xena e Gabrielle eram apenas princesas guerreiras. Mas nem vou falar nada. Para bom entendedor meia palavra basta.

Mas voltando ao filme… A tranquilidade é interrompida quando Frank desaparece misteriosamente. Idgie e a cozinheira Sipsey passam a ser investigadas por suspeitas de envolvimento no caso. Mas vocês já não sabem que a “amiga” lésbica é sempre a culpada. (Só que não, amore mio) Se estou sendo sarcástica? Claro amore.

O suspense sobre o que realmente aconteceu com Frank permeia toda a história, mas o foco central permanece na liderança entre os personagens e no poder transformador da amizade.

À medida que Evelyn ouve os relatos de Ninny, começa a ganhar confiança, autoestima e coragem para mudar sua própria vida. Inspirada especialmente na força e na determinação de Idgie e Ruth.

A história retrata temas profundos como violência doméstica, liberdade, racismo, identidade, resiliência e o impacto do amor e da memória vivida, além da homossexualidade feminina disfarçada de amizade profunda.

O filme termina de forma tocante ao reconectar Evelyn com um novo sentido de propósito e mostrar que as narrativas de Ninny transformaram sua vida para sempre.

E o que vocês acharam do filme? Para mim foi uma experiência de vida! Quanto conhecimento tinha Ninny e ela ajudando a Evelyn a encarar os seus próprios problemas foi fantástico.

Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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