Análise do filme: Uma noite alucinante 3 (Army of Darkness (Evil Dead 3, 1992)

Critica de Filmes Terror

By Andréia Rodrigues . Terror/Comédia 1h 36m

Hoje é dia de continuação de Evil Dead, vou iniciar já com a sinopse para lembrar todos aqueles que não se recordam dessa parte três, ou que não assistiu ainda.

“Ash é transportado acidentalmente para os tempos medievais. Preso no passado, ele precisa enfrentar um exército de mortos-vivos, para poder voltar para casa.”

Já observamos aqui que essa obra que se iniciou como um filme de sobrevivência, em uma cabana em um lugar inóspito, agora foi transportada para os tempos medievais. Quem acompanhou o segundo filme, viu que um portal foi aberto pela leitura do livro dos mortos, e Ash caiu junto com seu Delta em um lugar desconhecido, com castelo e cheio de cavaleiros medievais e os “Deadites” (mortos-vivos possuídos), de repente Ash mata um dos monstros com sua escopeta e é adorado, como um “salvador profetizado”. Mas, não é assim que começa a obra.

Temos aqui um remendo meio bobo, que coloca Ash sendo preso junto com um grupo de cavaleiros os “ruivos” e jogado em um poço que contem um deadite, ele que já tem experiência com os bichos esquisitos, consegue destruí-lo e se torna quase um rei no reino.

Contudo, Ash não quer ser um herói, não deseja “salvar” as pessoas dos mortos-vivos, seu desejo é ir para casa, e logo ele descobre que só é possível se ele encontrar Necronomicon Ex-Mortis dessa realidade, então ele poderá enviar as entidades para o mundo dos mortos, e assim também poderá encontrar o portal que o levará novamente para casa,

Aqui temos uma atuação mais exagerada de Bruce Campbell, percebemos que ele está muito mais a vontade com seu personagem. Ele faz também o personagem do mestre do mau dos Deadites.

Nosso improvável herói tem um romance com uma mulher do reino chamada Sheila, e os diálogos são os mais vergonha alheia que já vi, é sensacional. E depois de muitas explicações, vemos o grande salvador indo em busca o Livro dos Mortos, a única coisa que ele não pode esquecer é de dizer as palavras magicas, será que ele vai se lembrar?

Temos de tudo nesse filme, temos comédia elevada a décima potencia, temos menos sangue, mesmo com o gêiser do líquido vermelhão no início, a película nos mostra menos gore, tem piadas mais infantis e trás muitos efeitos práticos e animatrônicos interessantes e divertidos.

O final do filme é um caso a parte, o que realmente foi para as telonas mostra Ash retornando para seu mundo, onde trabalha em um Smart, contando sua trajetória de quase ter ser tornado um rei, ele é atacado por um Deadite, estoura o bicho com sua escopeta, beija uma colega de trabalho e solta uma de suas frases de efeito. Contudo, o final seria muito mais dark, com Ash retornando e encontrando um mundo destruído pelos monstros… Os dois finais são interessantes, mas admito que um final mais sombrio me agradava mais.

Acho sensacional a trajetória de Ash Willians, que de um cara comum, se transformasse em um hipermega “Cara”, um ícone que os fãs amam e se divertem com ele.

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Elenco:

  • Bill Moseley (Deadite Captain)
  • Bridget Fonda (Linda)
  • Bruce Campbell (Ash Williams / Evil Ash)
  • Deke Anderson (Tiny Ash #1)
  • Embeth Davidtz (Sheila)
  • Ian Abercrombie (Wiseman)
  • Marcus Gilbert (Lord Arthur)
  • Michael Earl Reid (Gold Tooth)
  • Patricia Tallman (Possessed Witch)
  • Richard Grove (Duke Henry the Red)
  • Ted Raimi (Cowardly Warrior / S-Mart Clerk)
  • Timothy Patrick Quill (Blacksmith) 

O filme é dirigido por Sam Raimi

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