Hoje me deparei com uma matéria que poderia facilmente ter passado despercebida. Afinal, estamos acostumados a ler manchetes como “morre fulano aos tantos anos” e, muitas vezes, seguimos rolando a tela ou, no máximo, abrimos por curiosidade para saber quem foi aquela pessoa.
O mais curioso é perceber que usufruímos diariamente de tecnologias extraordinárias sem sequer conhecer os nomes, as histórias ou as mentes brilhantes por trás delas. Só quando surge uma notícia impactante é que pensamos: “Puxa, que pena…”
Mas quem é Gladys West?
Gladys West foi uma matemática e cientista norte-americana que mudou completamente a forma como atravessamos fronteiras, lemos mapas e nos localizamos no mundo. Aquilo que hoje conhecemos como GPS teve como base fundamental o trabalho dessa mulher negra, nascida em 1930, que enfrentou barreiras sociais, raciais e de gênero em uma época extremamente limitadora.
Ela se tornou a segunda mulher negra a ser contratada pela instituição onde trabalhou, superando o preconceito com inteligência e persistência. Suas pesquisas foram essenciais para o desenvolvimento dos modelos matemáticos que permitiram o sistema de geolocalização que usamos até hoje.
E talvez um dos aspectos mais inspiradores de sua trajetória seja o fato de que, aos 70 anos, Gladys West concluiu seu doutorado, provando não apenas para seu país, mas para o mundo, que idade não é limite para o conhecimento.
Seu legado está presente em cada rota traçada, em cada destino alcançado, em cada passo guiado por uma tela. Gladys West nos deixou mais do que tecnologia: deixou um exemplo de sabedoria, perseverança e visão.
Assim como ela, existem muitos cientistas ao redor do mundo transformando nossa rotina, muitas vezes longe dos holofotes, tornando o mundo um lugar verdadeiramente extraordinário.
“Tudo está na mente. É onde tudo começa. Saber o que você quer é o primeiro passo na direção de conseguir.”
Gladys West
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