Dia 15, sábado, a república brasileira completará 136 anos. Sem as fanfarras militares que costumam cercar o 7 de setembro. Não por coincidência os princípios republicanos nunca foram muito prestigiados por aqui.
Um marechal meio decrépito, monarquista, foi quase empurrado pelos outros militares mais jovens para tomar a frente de um movimento que ele não entendia bem o que seria. Consta que teria perguntado, dias depois da proclamação, quando seria coroado.
Doente, renunciou dois anos depois e morreu ao passar de alguns meses. Não mereceu o prestígio de um George Washington, nome da capital americana e mais de 20 outras cidades nos Estados Unidos. Sem falar dos franceses e dos fundadores gregos.
Desde seu nascimento, as ideias republicanas foram contraditórias. Embora pretendessem incluir a opinião e a participação popular, tinham restrições no que era considerado povo. Excluía os escravos, na Grécia e nos Estados Unidos, ainda reluta para impor seus princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade na França.
Aqui no Brasil, o primeiro partido republicano, foi fundado em Itu, São Paulo, por fazendeiros escravistas e, no Rio de Janeiro, por militares autoritários, alguns bem intencionados pelos ideais positivistas de Amor, Ordem e Progresso. Outros já trataram de podar a palavra Amor da bandeira nacional. E adotar uma prática de desamor.
Assim ficou mais fácil reunir uma frente de saudosos da monarquia, sedentos por autoritarismo, inocentes e ignorantes para desmoralizar os princípios e as mínimas exigências republicanas.
Por exemplo: o estado laico, a igualdade de todos diante da lei, a liberdade de ideias e de movimento. E – que falta nos faz! – a fraternidade entre os brasileiros.
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