Análise “Despedida em Las Vegas” (1995)

Critica de Filmes

O filme que deu o Oscar para Nicolas Cage

Sera: “Você bebe pra morrer?” Ben: “Não, eu morro pra poder beber”.

Assim, falou o inesquecível protagonista de um dos melhores filmes dos anos 90: o já clássico “Despedida Em Las Vegas” (1995).

O sempre impagável Nicolas Cage, vive aqui, sem a menor dúvida, um dos melhores papéis de sua irregular carreira, aposentando, talvez, o seu melhor desempenho em termos de interpretação, ao viver o ex-roteirista alcoólatra, Ben Sanderson.

A bela e talentosíssima Elisabeth Shue, por sua vez, vive aqui o papel definitivo de sua carreira, ao interpretar a prostituta “Sera”. Obs: não fosse por este icônico personagem, provavelmente, ela seria eternamente lembrada apenas como a doce namoradinha de Daniel Larusso em “Karatê Kid – A Hora da Verdade” (1984) ou, também a namoradinha de Marty McFly em “De Volta Para o Futuro II” (1989).

Dirigido pelo ótimo diretor britânico Mike Figgis (totalmente sumido das telas, desde o início dos anos 2000, pelo menos), “Despedida Em Las Vegas”, nos apresenta, com extrema competência, lirismo e também senso de humor na medida certa, o cotidiano e também o consequente encontro de duas almas solitárias e em busca de redenção.

Merece também destaque, a belíssima trilha sonora, composta pelo próprio diretor (Figgis) e lindamente interpretada pelo popstar britânico, Sting. “Soft Jazz” da melhor qualidade.

Além de suas inúmeras qualidades técnicas, “Despedida Em Las Vegas”, sempre mexeu comigo, por questões de identificação pessoal. Não por acaso, várias vezes, eu já disse que gostaria que meu fim, fosse exatamente igual ao do protagonista, brilhantemente vivido por Nicolas Cage. Mas, claro, desde que, assim como seu personagem, eu também encontrasse uma bela e sensível “Sera”, antes de minha partida final.

Belo e sensível, embora trágico, “Despedida Em Las Vegas” é (e sempre será) um dos filmes da minha vida. Ao qual, periodicamente, estarei sempre revendo.

No elenco também tem Julian Sands, R. Lee Ermey, Stuart Regen, Valeria Golino, Richard Lewis, Waldemar Kalinowski, Steven Weber, Emily Procter, Bob Rafelson, Danny Huston, Julian Lennon, Graham Beckel, Mariska Hargitay, Laurie Metcalf, Xander Berkeley, Vincent Ward, Ed Lauter, Shawnee Smith, Lucinda Jenney, David Kriegel, French Stewart, Carey Lowell.

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2 thoughts on “Análise “Despedida em Las Vegas” (1995)

    1. Muito obrigado pelas gentis palavras, meu caro amigo.

      E, sim, Cage está realmente fantástico neste papel. Oscar super merecido, sem dúvida.

      Abraço!

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