Análise do filme: Como roubar um milhão de dólares. (1966)

Critica de Filmes

Dirigido por William Wyler e estrelado por Audrey Hepburn, Peter O’Toole, Eli Wallach, Charles Boyer, Hugh Griffith e Marcel Dalio.

Esse filme que mistura comédia, romance, crime e até um pouco de ação é um dos meus filmes favoritos da Audrey Hepburn. E aqui ela está incrível. Ela foi, é e sempre será uma das minhas ídolas e não poderia deixar de citar tanto o nome dela quanto a esse filme.

Como sabem, amo comédias românticas e ainda mais com uma pegada mais inteligente. Se eu fosse fazer um top 10 ou até mesmo 50, Como roubar um milhão de dólares estaria nessa lista. E sem pensar duas vezes. O humor de Audrey era mais estiloso, clássico… Acho que consigo ver características comuns entre nós duas. Posso não ser fina e elegante em relação a modo de vestir, mas consigo perceber algumas semelhanças. Peter O’ Toole também está ótimo.

E toda vez que eu revejo, dou muita risada. O humor da Audrey era muito interessante. Agora, sem mais delongas falarei do filme.

Nicole Bonnet (Audrey Hepburn) é uma mulher extremamente elegante e inteligente. É filha de Charles Bonnet (Hugh Griffith), um homem excêntrico e colecionador de arte francesa. E ele falsifica todas as obras valiosas, incluindo grandes mestres. Seu talento artístico é inquestionável, mas ilegal.

A primeira vez que eu vi, era ainda adolescente e eu estranhei ver a Audrey como filha de um falsificador de quadros valiosos. Mas nem por isso o filme perdeu o encanto para mim. Muito pelo contrário.

É um de seus filmes que mais assisti na vida. Depois eu vou fazer um levantamento de qual filme mais vi com ela.

Charles empresta ao grande e prestigioso Museu de Paris, uma suposta obra original de Cellini, e uma escultura chamada Vênus. O museu, para garantir, exige que a peça passe por uma avaliação de danos, algo que irá inevitavelmente, revelar que a peça que ele tem é uma fraude, uma peça falsificada. E isso irá prejudicar tanto o Charles porque ele iria preso quanto a Nicole.

Certa noite, em sua mansão, Nicole se depara com um “ladrão”, Simon Dermott (Peter O’Toole) e ele está com a escultura falsificada de Charles. Ela o ameaça com uma antiga arma que dispara acidentalmente e o ferindo levemente no braço.

Desesperada, Nicole decide tomar uma atitude extrema para que seu pai não fosse descoberto. Ela rouba a própria escultura antes que passasse nas mãos da perícia. Nicole nunca gostou das atitudes do pai em falsificar as obras, porém ela decide que precisa meio que agir como o pai para ele não ir preso.

Nicole não contrata a polícia e, ao invés disso, leva o charmoso Simon, para seu luxuoso hotel em seu carro esportivo. Nicole acredita que Simon é um ladrão profissional. E é justamente o contrário. Os interesses dele são bem mais complexos e divertidos do que um ladrão de arte.

Os dois formam uma parceria charmosa. Simon cria um plano elaborado, envolvendo acesso secreto ao museu, truques de segurança, confusões, caos, ciúmes. Há um jogo de sedução, charme, elegância, inteligência. Ele fica encantado por ela. E cada vez mais fascinado.

Há um magnata chamado Davis Leland (Eli Wallach) que é um ávido colecionador de arte e está obcecado em ter a escultura. Ele marca um encontro com Nicole para comprar a peça, mas se encanta por ela. E no segundo encontro, ele a pede em casamento para garantir a peça. Nicole aceita o anel de “noivado” as pressas. A cara que Simon faz quando ela conta para ele é uma mistura de ciúmes, decepção e chocado.

Enquanto preparam o roubo perfeito, Nicole e Simon desenvolvem uma química irresistível. Há um pequeno suspense, romance e o clima glamouroso de Paris da década de 60.

Simon percebe a semelhança de Nicole com a Vênus, e ela admite que seu avô esculpiu a estatueta e que a sua avó foi a modelo. Já ele admite que já sabia que a Vênus não tinha valor e só concordou com o roubo por causa dela.

A grande revelação não é apenas a verdadeira identidade de Simon, mas também coloca em jogo as famosas peças da família Bonnet e o futuro do casal.

Bem… E o que vocês acharam? Quem quiser comentar, fique a vontade. Um beijo a todos e até a próxima matéria.

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