Dirigido por Richard Glatzer e Wash Westmoreland. Estrelado por: Julianne Moore, Kristen Stewart, Alec Baldwin, Kate Bosworth, Hunter Parrish e Erin Darke.
O filme tem um grande elenco. Alec Baldwin, Kristen Stewart e Julianne Moore estão ótimos no papel. Esse melodrama é bem comovente e te faz refletir, pensar sobre os verdadeiros valores da vida. Fala de um tema não muito explorado que é a doença de Alzheimer em pessoas novas.
Julianne Moore está tão bem nesse melodrama que ganhou vários prêmios por esse papel: Oscar de melhor atriz, Globo de ouro, Bafta e SAG. E se achei merecido? Com certeza.
A trama acompanha a dolorosa e comovente jornada de Alice Howland (Julianne Moore), uma grande linguista e professora da Universidade de Columbia. Sua vida sempre foi marcada pelo intelecto aprimorado, disciplina, dedicação a família e à carreira acadêmica.
Quando ela fez 50 anos, no auge de sua profissão, Alice começa a notar pequenos lapsos: esquecer algumas palavras, mas também desorientações repentinas durante as atividades do dia a dia. Preocupada, ela já busca logo no início, ajuda médica e fez um diagnóstico para saber o que ela tinha. E descobriu que tinha a doença de Alzheimer, ainda precoce. Mas rara e hereditária que avança muito rapidamente.
E deixa a todos preocupados. O marido, John. (Alec Baldwin) que também é um pesquisador envolvido pelo trabalho e os três filhos: Anna (Kate Boswort), Tom (Hunter Parrish) e Lydia (Kristen Stewart).
O filme mostra como aos poucos sua memória e autonomia vão se deteriorando. Alice até tentou manter o controle no início e até chegou a criar estratégias para lidar com as falhas cognitivas, instalar lembretes no celular e desenvolver rotinas para se orientar no dia a dia. Mas quando a doença vai avançando, essas coisas se tornam insuficientes.
E a relação com membro da família também vai mudando, ganhando novas camadas. Anna, a filha mais velha, enfrenta o trauma hereditário. Ela vai fazer o teste genético e descobre carregar o mesmo gene responsável pela doença. Tom lida com a doença de forma mais silenciosa e Lydia, a filha mais nova e aspirante a atriz com quem sempre Alice teve vários conflitos pelas escolhas que a filha fez, se torna a sua maior fonte de apoio e deixou todos admirados e surpresos.
Lydia acabou virando aquela pessoa que Alice poderia se apoiar, o braço direito da mãe. E a conexão entre as duas cresce de maneira intensa e sensível. Há cenas lindíssimas que intercala momentos de lucidez e momentos dolorosos. Alice já estava bem debilitada.
Alice, em momentos de lucidez tentava dar continuidade às suas atividades intelectuais, mas percebe que não consegue mais acompanhar as suas palestras. E depois, tenta gravar mensagens para usar em um futuro próximo e deixando instruções para quando não puder tomar decisões com mais clarezas.
A história se complica quando John recebe uma proposta de emprego em outra cidade. E fica naquele dilema entre cuidar da esposa doente e seguir a sua carreira. Alice já estava muito fragilizada e não conseguiu compreender a situação. O entendimento da realidade já estava bem fragmentado.
E a doença continua avançando. Ela já depende quase que completamente de outras pessoas para tudo. Reconhece poucos rostos, sente dificuldade para se comunicar e sua expressão se limita a frases simples.
Em uma das cenas mais bonitas do filme, Lydia lê um texto para Alice e pergunta para a mãe o que a emocionou. E a mãe diz que o amor. Mostrando que mesmo não lembrando e não tendo memória, o amor é algo essencial para ela e profundamente humano.
Eu recomendo assistir esse filme em um dia bom. Onde você está bem e de bom humor. Já que ele é muito triste e lindo e pode mexer com os seus sentimentos.
E o que você achou do filme? Quem quiser comentar, fique a vontade. Beijos e até a próxima matéria.
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Você descreveu bem o filme que vi anos atrás. Realmente foi uma interpretação deslumbrante da Juliane Moore. E também é verdade que vale a pena ver num dia bom.
Ótima análise, parabéns!
Olá. Obrigada Lívia. As suas análises também são ótimas. Um beijo.
Parabéns pela análise! Este filme é bem comovente. Foi uma das minhas inspirações no curso de dramaturgia