Análise do filme: Meia noite em Paris. (2011)

Critica de Filmes

Dirigido por Woody Allen e estrelado por Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Léa Seydoux, Tom Hiddleston, Michael Sheen, Kathy Bates e Adrien Brody.

O filme mistura comédia romântica com elementos de fantasia, nostalgia, arte além de fazer questionamentos existenciais sobre o presente e o passado.

Esse é um dos filmes que eu mais gostei de Woody Allen. E para mim é um dos melhores dele. Como o diretor faz aniversário hoje. (30/11) não pude deixar esse filme de fora.

E esse foi o primeiro filme da Rachel McAdams que a sua personagem não me impressionou. Mas o carinho por ela continua o mesmo. Sou fã do seu trabalho.

A trama acompanha a vida de Gill Pender (Owen Wilson), um roteirista de Hollywood que é bem sucedido (financeiramente falando), mas é completamente insatisfeito com a superficialidade de seu trabalho no cinema comercial.

O verdadeiro sonho de Gill é se tornar um grande escritor, inspirado em Paris dos anos 1920, que ele considera uma era de ouro da literatura e das artes. (Eu tenho que concordar com ele. Para mim, realmente foi uma era dourada nos anos de 1920).

Gill viaja para Paris com a sua noiva, Inez (Rachel McAdams) e os pais dela. Enquanto ele se encanta com a cidade, e passando por ruas históricas, livrarias, cafés charmosos que já foram mostrados em filmes como a princesa e o plebeu, e ontem, hoje e amanhã, por exemplo, Inez se mostra muito mais interessada em compras e conforto. Além de desfrutar da companhia de Paul (Michael Sheen), um professor pedante e arrogante que insiste em demonstrar sua suposta superioridade intelectual. Algo que incomoda muito Gill.

Gill, em uma noite se perde pelas ruas de Paris, após beber um pouco mais do que devia e ouve um sino tocar, avisando que era à meia-noite. Subitamente, um antigo carro dos anos de 1920 estaciona ao seu lado, e pessoas vestidas em trajes de época o convidam para entrar. Ao aceitar, ele é levado magicamente para a Paris da década de 1920, onde encontra novos de peso da literatura e das artes como: F. Scott e Zelda Fitzgerald. (Tom Hiddleston e Alison Pill), Ernest Hemingway (Corey Stoll), Gertrude Stein (Kathy Bates), TS Eliot (David Lowe), Pablo Picasso (Marcial Di Fonzo Bo), Salvador Dali (Adrien Brody), Luis Buñuel (Adrien de Van) entre outros.

Nesse mundo que para Gill é encantado e mágico, ele se sente finalmente compreendido e inspirado. Não o julgo porque eu também iria me sentir no paraíso com essas pessoas. Gill mostra seu manuscrito para Gertrude Stein, que faz críticas construtivas e o incentiva. Hemingway, por sua vez, o impressiona com sua visão intensa sobre coragem, guerra e o amor.

Cada visita noturna reforça a sensação de que Gill pertence mais ao tempo e mundo de 1920 do que os dias atuais. Isso é nítido desde o começo. E eu me identifico com Gill. Muitas vezes já me identifiquei mais com as décadas passadas do que as atuais.

Durante essas noites que ele volta ao passado, Gill conhece Adriana (Marion Cotillard), musa de artistas como Picasso e Modigliani. Adriana e Gill desenvolvem uma forte conexão romântica, alimentada pelo amor compartilhado pela arte, pela nostalgia e pelo sentimento de não pertencimento ao mundo atual.

Gill passa a viver dividido entre sua vida real, nos dias atuais e essa experiência mágica e única de voltar ao tempo, de noite.

Conforme sua relação com Inez se deteriora, marcada por diferenças de valores, falta de compreensão e interesses incompatíveis, Gill começa a questionar seriamente sobre o seu futuro.

Gill acaba percebendo que seu apego exagerado ao passado pode ser uma forma de evasão, um idealismo romântico que todas as épocas têm suas angústias e imperfeições.

O ponto de virada acontece quando Adriana e eles são transportados ainda mais para o passado, chegando à Belle Époque, onde encontram Toulouse-Lautrec, Degas e Gauguin. E nesse momento, Adriana afirma que é aquela época que seria o seu verdadeiro paraíso, assim como para Gill é na década dos anos 1920. Foi aí que ele entendeu que: todo mundo idealiza um passado que não viveu, acreditando que esse passado era muito melhor do que o presente.

Essa revelação o transforma. E a partir daí, resolve deixar a nostalgia excessiva de lado, voltar para os dias atuais e assumir a sua própria vida. Gill termina o noivado com Inez e decide morar em Paris. E por lá, começa a investir de verdade em seu sonho de ser escritor.

E em uma noite chuvosa, Gill conhece Gabrielle (Léa Seydoux), uma jovem francesa que trabalha em uma loja de discos. Eles começam a conversar e a criar uma promissora conexão, mas dessa vez enraizada na realidade, nos dias atuais.

E aí? O que vocês acharam do filme? Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Beijos a todos e até a próxima matéria.

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