Análise do filme: Metrópolis. (1927)

Critica de Filmes
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Dirigido por Fritz Lang e estrelado por Brigitte Helm, Gustav Fröhlich, Fritz Rasp, Alfred Abel, Rudolf Klein-Rogge e Heinrich George.

Hoje se o diretor estivesse vivo estaria fazendo aniversário, então resolvi prestar uma homenagem a ela e falando desse clássico dos clássicos. Essa obra prima de ficção científica alemã que foi lançada ainda no cinema mudo. É um dos marcos de Hollywood e é sempre citado pelos cinéfilos e estudantes de cinema.

A primeira vez que eu vi, eu ainda era criança e me lembro de ter ficado encantada e admirada com o cenário. Toda vez que eu revejo me traz uma emoção diferente. E apesar de ter 98 anos desde sua estreia não o vejo como algo obsoleto. Muito pelo contrário.

Uma das coisas que eu me lembro de ter visto, por exemplo, Victória Abril no filme Kika usar uma roupa parecida com a moça desse filme de 98 anos atrás. E claro, se eu não me engano Madona usou uma roupa parecida também na época em que ela lançou Vogue, Express yourself. Então não é algo que ficou parado há quase 100 anos.

Mas, vamos ao filme: Essa trama é ambientada em uma cidade futurista profundamente dividida entre a elite dirigente e a massa de operários explorados.

Na superfície, Metrópolis é uma cidade monumental, repleto de arranha-céus, jardins suspensos e tecnologia avançada, e é comandado pelo Joh Fredersen (Alfred Abel), o grande magnata que controla toda a cidade e as suas máquinas. Nas profundezas, escondidos do esplender, vivem os trabalhadores, que passam os dias operando gigantescas engrenadas em jornadas exaustivas, em condições desumanas, mantendo a cidade funcionando enquanto esses trabalhadores vivem vidas miseráveis e controladas.

Abrindo um parêntese aqui. Essa vida não é tão diferente quanto a que nós vivemos hoje em dia. Um dos motivos desse filme ser querido até hoje. Ou um dos motivos.

O filho de Joh, Freder Fredernsen (Gustav Fröhlich), é um rapaz que leva a vida de forma confortável e despreocupada até o dia em que vê, por acaso, uma jovem chamada Maria (Brigitte Helm) entrar nos jardins dos ricos, acompanhada por crianças operárias, mostrando a elas como os privilegiados vivem.  

Freder fica profundamente tocado com aquela realidade e decide romper com o seu mundo e descer até a cidade subterrânea dos trabalhadores. Chegando lá, ele vê um grave acidente em uma das máquinas e passa a enxergar tais máquinas como monstros devoradores de vidas humanas. Isso é uma metáfora para o sistema que consome os operários.

Maria se torna uma espécie de líder espiritual entre os trabalhadores. Em encontros secretos, ela começa a pregar uma futura reconciliação entre as classes, anunciando o surgimento de um “mediador” capaz de unir o cérebro (A elite dirigente) e as mãos (os trabalhadores). E para ela, esse mediador é o próprio Freder.

Joh Fredersen, preocupado com a crescente influência de Maria e temendo uma revolta, procura o cientista Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor brilhante e desequilibrado que nutre um ódio pessoal por ele devido a uma antiga rivalidade amorosa.

Rotwang criou um robô em forma humana e, a pedido de Joh, construiu uma cópia robótica de Maria. Essa versão robô de Maria é enviada aos trabalhadores com o objetivo de incitá-los à destruição e fazendo com que as pessoas deixassem de acreditar na verdadeira Maria e levando-os à autossabotagem.

A “falsa” Maria inflama a população em fúria. Convencidos de que as máquinas são a causa de toda a sua miséria, os operadores destroem o sistema que mantém a cidade viva, sem perceber que, ao fazer isso, estão provocando uma grande inundação na cidade subterrânea, colocando em risca a vida de seus próprios filhos.

Enquanto isso, Freder e a verdadeira Maria, corre contra o tempo para salvar as crianças presas nas áreas alagadasl Ao mesmo tempo, que a multidão tomada pelo ódio, captura a falsa Maria e a queima em uma fogueira, revelando sua natureza mecânica.

Enfim depois do caos e da quase tragédia, Freder consegue fazer com que Joh e Grot (Heinrich George), o líder dos trabalhadores, deem as mãos em um gesto de reconciliação.

Bem, Metrópolis é uma obra que mistura crítica social, reflexão sobre o avanço tecnológico, desigualdade de classes, controle, mecanização do ser humano e a necessidade de empatia para que haja equilíbrio em uma sociedade dividida.

Além da sua importância narrativa, esse filme é um espetáculo visual revolucionário para a época. E serviu de fonte de inspiração para produções futuristas ao longo da história do cinema, como já citei no início.

E aí? O que vocês acharam do filme? E o que vocês acharam da minha homenagem a Fritz Lang. Eu vou ficando por aqui. Quem quiser comentar, fique a vontade. Beijos e até a próxima matéria.

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5 thoughts on “Análise do filme: Metrópolis. (1927)

  1. Linda homenagem, Mimi, parabéns!
    Um filme que se tornará centenário!
    É curioso que nas entrevistas de Fritz Lang o relato dele é de que o propósito da obra nem tenha sido tão ambicioso. Isto é, não queria ascender ideologias. Porém poucos conseguiram sintetizar divisões, problemas numa sociedade distopica de uma maneira atemporal e ousada como este fez.

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