Filme argentino estrelado por Oscar Martínez
Em uma só palavra, o que diferencia o cinema argentino contemporâneo do cinema brasileiro produzido no mesmo período: ROTEIRO. Pois, “O Cidadão Ilustre” (2016), por exemplo, trata-se de um filme bastante modesto, em termos de produção, mas que concentra toda a sua força num roteiro bem escrito e bem desenvolvido, coisa que, infelizmente, é raro vermos no cinema brasileiro contemporâneo, caracterizado, muitas vezes, pelo deslumbre dos orçamentos na casa dos 10 milhões de reais que, invariavelmente, resultam em produções de encher os olhos e, por outro lado, em roteiros mal desenvolvidos e absolutamente previsíveis.
Ao passo que, o moderno cinema argentino, conforme não é segredo pra ninguém, caracteriza-se, em sua quase totalidade, por produções de baixo custo, amparadas em competentes roteiros.
Diagnóstico final: tem muito cineasta\roteirista brasileiro de peito estufado e pouco conteúdo por aí, precisando tomar umas aulinhas com os hermanos argentinos urgentemente! Obs: e olha que esse comentário vem de alguém que não passou por uma boa experiência ao tentar trabalhar com os “portenhos”, viu? Sim, eu mesmo. Mas, nem por isso, deixo de reconhecer o fato de que, quando o assunto é aliar baixo orçamento a texto enxuto e eficiente, os hermanos dão mesmo um show em cima da gente.
Dirigido por Gastón Duprat e Mariano Cohn, no elenco também tem Andrea Frigerio, Belén Chavanne, Dady Brieva, Marcelo D’Andrea, Nora Navas, Manuel Vicente, Manuel Vicente, Gustavo Garzón, Julián Larquier Tellarini, Alexis López Costa, Daniel Kargieman, Iván Steinhardt, Nicolás de Tracy.
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Parabéns pela análise meu nobre