Casas suspeitas com aspecto de abandono preocupam autoridades japonesas

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Imóveis vivem com janelas e cortinas fechadas gerando desconfiança

Uma suspeita na região de Ibaraki no Japão vêm crescendo nos últimos tempos: o número de casas destinadas a locatários, que vivem quase que todo o tempo com cheiro forte e janelas lacradas. A polícia local já identificou casos em que há cultivo de maconha em estufa para fins de lucro, segundo o jornal Yomiuri.

Muitos que foram flagrados eram estrangeiros com visto vencido ou ilegal, que obtiveram facilidades para alugar imóveis em regiões mais afastados e com menor valor.

Segundo os registros policiais, somente neste ano de 2025 já foram detectados 13 casos de cultivo ilegal até a data de 22 de outubro, contra 4 no ano passado (2024). Um funcionário da corporação admite a dificuldade em fazer o acompanhamento, dado o rápido crescimento dos casos.

Durante uma operação, os investigadores descreveram a cena que atuaram como uma verdadeira “floresta de maconha” com cheiro condizente, iluminação por todo o teto em LED, além de modernos aparelhos para o controle da temperatura e umidade, tudo funcionando de forma automatizada.

Foto: estufa com plantação de maconha foi encontrada pela polícia em uma casa na cidade de Ibaraki

Alvos na mira

Os aluguéis conforme apontado em investigação, são efetuados com nomes falsos elaborados em imobiliários de alcance local caracterizando uma organização criminosa, com fornecimento de equipamentos e treinamento para a prática.

Segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, a região de Ibaraki tem um número próximo de 19 mil residências desocupadas, e destes, quase a metade estão disponíveis para aluguel com preços atrativos, o que pode atrair mais suspeitos para a prática destes delitos.

As autoridades estão reforçando a orientação junto as imobiliárias e proprietários para um maior controle e rigor a fim de coibir as atividades criminosas. Também avisam que pessoas que trabalharem para a sua facilitação podem ser processados por cumplicidade, além de solicitarem que denunciem casos suspeitos de forma imediata.

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