Análise do Filme: Entre Dois Amores. (1985)

Critica de Filmes

Dirigido por Sydney Pollack e estrelado por Robert Redford, Meryl Streep, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen, Stephen Kinyanjui, Malick Bowens e Suzanna Hamilton.

Eu gostei e continuo gostando muito desse filme. Ter Meryl Streep trabalhando ao lado do já saudoso Robert Redford é sinal de sucesso e de que o filme será ótimo e não me decepcionei com filme. É uma história de amor, mas também de luta, de garra, sobrevivência.

E mais uma vez Meryl Streep faz um papel marcante. Eu tinha apenas 10 anos quando esse filme teve a sua estreia. E me lembro de ter ficado impressionada com o trabalho dela com o Redford. Como eu o achava charmoso e encantador. E isso permaneceu até o fim.

Mas vamos voltar para o filme. Ele é baseado nas memórias da escritora dinamarquesa Karen Blixen. E o filme acompanha a sua jornada transformadora ao longo dos anos em que viveu no Quênia, no início do século 20.

O filme começa quando Karen (Meryl Streep) está decidida a ter sua independência social e econômica e aceita se casar por conveniência com o aristocrata Baron Bror Blixen (Klaus Maria Brandauer).

Não existe amor romântico entre os dois. Só interesses mútuos. Ela ganhará um título e recursos para seus empreendimentos. Os dois se mudam para a África Britânica, onde Karen assumiu a administração de uma fazenda de café.

E foi uma tarefa árdua para Karen se acostumar com o clima extremamente quente e um solo bastante árido da região. Não tem como não dizer que é um ambiente extremamente desafiador. Principalmente para os europeus que estão acostumados com o clima negativo. Eu imagino que até nós brasileiros, iríamos ter dificuldades para morar em um lugar como na África. Ou eu pelo menos teria muita dificuldade. A minha carcaça velha não consegue aguentar tanto calor assim não.

Karen por incrível que pareça começa a ter dificuldades financeiras, além das frustrações com a administração da fazenda e o marido sempre agindo de forma irresponsável. Não se esquecendo das traições e outras atitudes displicentes que foram a machucando profundamente dia após dia.

Mas por incrível que pareça, foi nesse mundo que Karen quer ficar. Ela se apaixonou de uma maneira tão íntima e intensa pela cultura local, a beleza da savana, a relação com os funcionários nativos. E em especial com Farah (Malick Bowens).

E foi nesse país que ela conheceu o grande amor de sua vida: o charmoso, encantador e carismático caçador Denys Finch Hatton (Robert Redford). Ele era um homem que tinha um espírito livre, avesso à amarras e convenções, e sua visão de mundo deixava Karen de boca aberta, totalmente encantada por ele.

Os dois desenvolvem uma relação intensa, marcada por admiração, desejo e paixão, cumplicidade intelectual e afetiva. Mas a profunda necessidade de liberdade de Denys entra em conflito com o desejo de Karen por estabilidade e compromisso.

Enquanto o romance dos dois vai fluindo cada vez mais, Karen enfrenta mais perdas: A fazenda está dando problemas financeiros, alguns conflitos locais e finalmente, a separação definitiva com o Bror. A separação deles para mim até demorou muito.

Enfim a vida de Karen acabou se tornando uma luta entre expectativas, sacrifícios e descobertas pessoais.

O amor entre Karen e Denys era algo tão lindo de se ver. Era algo quase poético. Porém bastante dolorosa. E acabou culminando em um destino trágico que marcará para sempre a vida da escritora.

Após sofrer muitas desilusões e perdas, Karen decide voltar para a Europa. África acabou se tornando para ela um espaço de amor, liberdade e aprendizado. Um país que a moldou em uma mulher forte, guerreira e à qual ela entregou o seu coração.

Não é a toa que esse filme ganhou vários prêmios. Entre eles, sete Oscars: Melhor filme, Melhor diretor (Sydney Pollack), Melhor roteiro adaptado, Melhor fotografia, Melhor trilha Sonora Original (John Barry), Melhor Direção de Arte e Melhor som.

Venceu o Globo de Ouro por Melhor Trilha Sonora.  E venceu BAFTA em Melhor Atriz Coadjuvante (Suzanna Hamilton)

E aí? O que você achou do filme? Eu achei linda a história do começo ao fim. E juro que fiquei torcendo para que Redford ficasse com Streep até o final.

Quem quiser comentar sobre essa história, fique a vontade. Um beijo e até a próxima matéria.

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