Análise do filme “A Grande Inundação” (2025)

Critica de Filmes

Direção: Kim Byung-woo
Elenco: Kim Da-mi, Park Hae-soo, Kwon Eun-seong, Jeon Yu-na, Kim Kyu-na, Kang Bin, Kim Min-gwi, Jung Min-joon, Lee Jae-woong, Jung Shi-hoon, Eun Su, Park Byung-eun, Lee Hak-joo

Uma reflexão profunda sobre a importância das relações e emoções humanas

Pois então, “A Grande Inundação” (2025) foi o meu primeiro filme assistido em 2026. Como faço quase sempre, comecei a assistir o filme sem nem sequer ler a sinopse, para ter o mínimo de conhecimento sobre a temática, entrando mais a cegas possível na experiência. Contudo, confesso que esperava um filme simples, sobre sobrevivência, e me deparei, surpreso, com um complexo filme de ficção científica. Aliás, a surpresa foi bem satisfatória.

Em um mundo à beira do colapso, uma cientista chamada An-Na enfrenta uma escolha impossível. Uma catástrofe global desencadeou ondas gigantescas que estão destruindo tudo em seu caminho, e a vida na Terra está prestes a ser extinta. Enquanto a água avança, An-Na corre contra o tempo para encontrar seu filho, que está preso em um prédio prestes a ser engolido pelas águas.

O filme, apesar de suas limitações, consegue entregar uma história emocionante e cheia de reviravoltas. A ideia central da ficção científica é interessante e bem-executada, com claras influências de clássicos como “Matrix”, “Interstelar” e “2001: Uma Odisseia no Espaço”. No entanto, como muitos já apontaram, a história é tão densa e complexa que parece pedir mais tempo e espaço para ser explorada.

A narrativa gira em torno de An-Na, uma cientista que se encontra presa em uma simulação criada para acumular experiências e emoções para criar uma nova raça humana. A revelação de que a primeira fuga foi real e que tudo o que segue é um experimento é uma enorme reviravolta, e a forma como a história é contada é ao mesmo tempo intrigante e frustrante.

A crítica mais comum ao filme é que ele tenta fazer muito em pouco tempo, e isso acaba prejudicando a experiência como um todo. A duração curta do filme implica que muitos elementos da trama são deixados de lado ou tratados de forma superficial, o que pode deixar alguns espectadores confusos ou insatisfeitos.

No entanto, é impossível negar a ambição e a originalidade da proposta. O filme permite uma reflexão profunda sobre a importância das relações e emoções humanas, e as atuações da dupla protagonista (mãe e filho) são convincentes e dramaticamente intensas.

Talvez o maior problema do filme seja que ele é quase como um trailer para uma história muito maior e mais complexa. A ideia de explorar a simulação e a relação entre An-Na e seu filho é fascinante, e é um desperdício ver isso ser tratado em um filme de duração curta (1h 48min).

“A Grande Inundação” é um filme que, apesar de suas falhas, é emocionante e envolvente. É uma experiência que vai deixar você pensando muito depois dos créditos subirem, e é um sinal de que havia muito mais potencial nessa história. Apesar de ter apreciado a obra, saí com a impressão de que a mesma teria funcionado muito melhor em formato de série.

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