Análise do Filme: Serenata Prateada. (1941)

Critica de Filmes

Dirigido por George Stevens e estrelado por Cary Grant, Irene Dunne, Edgar Buchanan, Beulah Bondi, Eva Lee Kuney, Ann Doran, Leonard Willey, Wallis Clark e Walter Soderling.

Hoje, seria aniversário do ator Cary Grant e essa é a minha homenagem a ele. Sou muito fã do trabalho dele e não poderia deixar de falar de algum filme do qual ele tenha participado.

O filme é adaptado de um conto de 1940 que apareceu pela primeira vez na revista Mcalls. A autora Martha Cheavens vendeu a história para essa revista em 1940 e George Stevens comprou os direitos autorais e transformou em um filme no ano seguinte.

A trama conta a história de um casal, Julie Adams (Irene Dunne) e Roger Adams (Cary Grant) e seu relacionamento marcado por altos e baixos, perdas, recomeços, reconciliações. Idas e vindas cheias de tensão, drama.

A história começa com Julie, já separada do marido por uma segunda vez, voltando para a sua casa antiga para arrumar suas coisas. E ela coloca na vitrola um disco do qual te traz lembranças do passado e de sua história com o Roger ao passar dos anos.

E em cada música, uma lembrança diferente. E o filme gira em torno desses flashbacks. E a história da vida deles é contada dessa forma. Eu simplesmente amei a trilha sonora. É o tipo de música que me faz sonhar. Em vários momentos do filme, me vi ficando toda emocionada. Eu sei que sou uma romântica até a página 11.

Os dois se conheceram ainda jovens e se apaixonaram rapidamente. Eles se encontraram em uma loja de discos. Os dois se casaram cheios de esperanças e de sonhos. Roger era um cara ambicioso e fazia de tudo para crescer mais e mais na vida. Ele sonha em ser milionário e assim dar uma vida decente para a sua esposa.

Roger vive mudando de emprego e até mesmo de cidade. E isso é algo que Julie não gosta. E os dois acabam sempre discutindo sobre essas coisas. Ela prefere ter uma vida mais estável tanto emocionalmente quanto na vida familiar.

Os dois tentam em ter filhos, mas Julie acaba sofrendo algumas complicações em uma gravidez. E acaba perdendo e isso abala ainda mais o casamento dos dois. A dor do luto, da perda do bebê com as frustrações constantes de estar sempre mudando de emprego de Roger, faz com que os dois se afastam emocionalmente.

E mesmo os dois se amando com loucura, eles lidam com o sofrimento de maneiras bem diferentes e isso ajuda a atrapalhar ainda mais a relação deles. Há muito conflito e ressentimento entre os dois nesse momento.

Em um momento de paz entre os dois, eles tentam reconstruir o casamento e ter mais momentos de alegria ao tentarem adotar uma criança. Eles têm um pouco de dificuldade no início, por causa do trabalho de Roger, mas ao fim eles conseguem.

Quando a pequena Trina (Eva Lee Kuney) chega à família Adams traz um novo começo cheio de alegria e esperança. E o casal volta a viverem bem e felizes. Em vários momentos, o casal se mostrou completamente apaixonados e felizes.

Alguns anos se passaram e nas festas de final de ano, Trina adoece gravemente e com isso o casal volta a ficar longe emocionalmente do outro. E mais uma vez, voltam a se separar.

E os dois são obrigados a enfrentar as suas dores, falhas. A analisarem toda uma história de vida. A história de amor dos dois. Será que o amor ainda é forte para uni-los novamente?

O filme então faz uma reflexão sensível e honesta sobre o casamento, à perda e a capacidade de nós, seres humanos de recomeçar.

Esse filme já merece um ponto positivo para mim por ser honesto e lidar com as falhas, os problemas. Ele me faz refletir sobre o mundo a dois. Os dois se amavam, mas conseguiam viver uma vida a dois depois da perda da filha sem se culparem ou terem qualquer outro sentimento negativo?

E aí? O que vocês acharam do filme? Esse drama romântico me conquistou na primeira vez em que eu vi há uns 25 anos. Revi o ano passado e me lembro de sentir as mesmas coisas, sentimentos. Talvez entendendo um pouco mais como aquele casamento era cheio de camadas.

Quem quiser comentar abaixo, fique a vontade. Beijos e até a próxima matéria.

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