Dirigido por Neville d’Almeida
Elenco: Alexandre Frota, Cláudia Raia, Guilherme Leme, Louise Cardoso, Ana Beatriz Nogueira, Maria Gladys, Arduíno Colassanti, Pedro Aguinaga
No Rio de Janeiro, Bebeto mata seus pais após terem tido uma grande discussão. Logo após, ele vai ao cinema, onde assiste quatro pequenas histórias bem estranhas. Uma contava a história de uma rica mulher que, cansada de seu casamento, decide passar alguns dias sozinha em Petrópolis, e recebe a visita de sua melhor amiga, e algo inesperado acontece. A segunda vinheta contava a história de um homem que chega em casa bêbado e mata sua família. A terceira mostrava um deprimido casal de lésbicas. E a última contava a história de um homem que era viciado em roubar roupas íntimas de mulheres.
Tosco, bizarro, sem sentido mas ainda assim bem interessante. Os primeiros 18 minutos são fotografados em preto-e-branco e é justamente nesse tempo que reside o título do filme, quando o cara mata os pais e vai ao cinema (que estava passando Máquina Mortífera 2). Mesmo com o péssimo trabalho de Alexandre Frota, mais inexpressivo do que nunca, é curioso ver que entre as histórias que passam na tela existe uma mistura da mente de Bebeto com o filme, já que a figura de sua mãe sempre surge para ser o papel de alguém intragável e se opondo a tudo.
Os segmentos não apresentam lógica alguma, as coisas acontecem do nada e sem nenhuma explicação na maior parte das vezes e variam de duração, alguns não chegam nem a 5 minutos, já outros se aproximam de meia hora.
Para aqueles que se lembram da antiga sessão Made in Brazil da Bandeirantes certamente em algum momento assistiram essa pérola do cinema nacional, remake do filme homônimo de 1969. O erotismo é um elemento presente em quase todas as histórias, destaque maior para o segmento estrelado por Cláudia Raia e Louise Cardoso que esbanjam sensualidade em cenas quentes e beirando o surreal e o onírico, algo que David Lynch certamente faria melhor, mas vale a intenção.
Destaque também para a ótima trilha sonora com participação de Lobão cantando a canção tema que também faz parte do álbum “O Inferno é Fogo”. No final fica a pergunta no ar: O que diabos foi que eu acabei de assistir? É ruim? Não. É bom? talvez sim, depende o quanto você consiga embarcar nessa loucura. Fica por sua conta e risco
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