Como Consumimos Cinema Hoje: Streaming, Salas e a Busca por Clássicos

Cinema

É muito interessante refletir sobre a forma como consumimos cinema nos dias de hoje. O próprio cinema, enquanto espaço físico, vive uma crise de audiência – muito em função da praticidade dos streamings – e busca um diferencial (IMAX, por exemplo) que faça o público sair de casa e largar o controle remoto para ter uma experiência única. Assistir um filme em tela grande, com som de qualidade e no escuro absoluto é completamente diferente de ver na TV; entretanto, apenas isso já não basta.

Outro ponto importante é o acesso limitado a títulos antigos – fundamentais para a formação da boa cinefilia – em serviços de streaming como Netflix e Prime Video. Uma alternativa para alcançar esses clássicos do cinema seria a infelizmente, atualmente decadente mídia física, da qual ainda sou colecionador. Apesar de concordar que as antigas locadoras eram espaços de troca de informações e curadoria, não tenho saudades. Tenho, sim, certa nostalgia; mas creio que essa troca se dá por outros meios nos dias atuais. A facilidade de comunicação e informação que experimentamos na contemporaneidade permite que troquemos ideias com pessoas geograficamente distantes – coisa impensável naquela época.

Ter um acervo à disposição a partir de um simples clique é algo que me agrada muito. Porém, reconheço que a falta de curadoria humana nos serviços de streaming é um problema gigante. Como conhecer os primórdios da sétima arte, seus inúmeros movimentos cinematográficos e os grandes clássicos se estes não estão disponíveis nos catálogos dos streamings?

mídia física seria uma resposta, mas infelizmente está caminhando para sua extinção – ou vai virar um nicho elitista, visto a dificuldade e o preço para adquirir players e mídias. Minha resposta, e onde quero acrescentar um elemento nesse debate, é: mídia digital. Os famosos MP4, MKV e afins.

Sim, a pirataria. Não quero prejuízo de nenhum realizador; pelo contrário. Mas quantas obras estariam esquecidas e perdidas não fosse esse recurso? Em um mundo extremamente capitalista, o interesse em preservação da memória jamais será prioridade – apenas a busca incessante por adições de filmes novos, na maioria das vezes de qualidade duvidosa, para manter o público preso nas telas consumindo vorazmente “novidades” que invariavelmente não passam de mais do mesmo.

Eu coleciono mídias físicas (DVD, Blu-ray, vinil, CD) e também mídia digital com o mesmo intuito e ardor. Utilizo apps gratuitos como Plex, Kodi e etc. que organizam todas as minhas mídias de forma incrível – com todos os metadados disponíveis: direção, elenco, produtora, distribuidora, ano, avaliação e etc. – criando meu próprio streaming pessoal, onde a curadoria é feita por mim mesmo a partir de informações obtidas em cursos, leitura e conversas com cinéfilos que, como eu, são completamente apaixonados pela sétima arte.

E você, o que pensa? Deixe nos comentários sua opinião sobre a crise do cinema e como você consome esse conteúdo na sociedade atual

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