Manuel Bandeira foi um dos maiores poetas brasileiros e um dos principais poetas da Primeira Geração do Modernismo no Brasil. Nascido no Recife, sua vida e obra foram profundamente marcadas pela luta contra a tuberculose, diagnosticada ainda na juventude, o que trouxe temas como a melancolia e a proximidade com a morte para seus versos.
Manuel Bandeira tinha um estilo modernista. Defensor do verso livre e da linguagem coloquial, Bandeira rompeu com o formalismo tradicional do Parnasianismo. Tanto é que seu poema “Os Sapos” foi declamado no evento como uma sátira feroz aos poetas parnasianos.
O poeta Extraía poesia de fatos simples, notícias de jornal e memórias de infância, elevando o banal ao sublime. Criou o conceito de Pasárgada, um refúgio utópico onde “sou amigo do rei” e onde a vida poderia ser vivida em plenitude, imortalizado no poema “Vou-me Embora pra Pasárgada”.
Vou colocar aqui as principais obras de Manuel Bandeira:
“A Cinza das Horas” (1917), “Carnaval” (1919), “Libertinagem” (1930), “Estrela da Manhã” (1936), “Lira dos Cinquent’anos” (1940), “Opus 10” (1952) e “A Estrela da Vida Inteira” (1966).
Além de poeta, foi um prolífico cronista, tradutor e crítico literário, ocupando a cadeira número 24 da Academia Brasileira de Letras.
Manuel Bandeira morreu no dia 13 de Outubro de 1968, aos 82 anos. Ele foi vítima de hemorragia gástrica causada por uma úlcera.
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