Dados do IBGE apontam que cerca de 2,1% das crianças entre 0 e 4 anos apresentam Transtorno do Espectro Autista no Brasil.

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Diante desse cenário, muitas famílias enfrentam dúvidas sobre como lidar com o diagnóstico e garantir o desenvolvimento saudável dos filhos.

Segundo o neurologista Tonny Luccas, o diagnóstico mais seguro costuma ocorrer a partir dos 18 meses de idade, quando já é possível observar sinais como dificuldade de interação social e ausência de contato visual sustentado.

“Ao perceber esses sinais, o mais importante é acompanhar o desenvolvimento da criança. Caso haja atraso em relação a outras da mesma idade, é fundamental buscar avaliação com neuropediatra e fonoaudiólogo”, orienta.

Após a confirmação do diagnóstico, o TEA é classificado em níveis de suporte, que indicam o grau de acompanhamento necessário:

  • Grau 1: exige menor apoio, com foco na interação social e adaptação a mudanças;
  • Grau 2: demanda suporte mais estruturado, incluindo comunicação e comportamento;
  • Grau 3: considerado mais severo, requer acompanhamento intensivo e contínuo.

O acompanhamento multidisciplinar é essencial desde a infância. Profissionais como neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais atuam no desenvolvimento da comunicação, autonomia e habilidades sociais.

No ambiente escolar, a identificação precoce aliada ao apoio familiar e a uma escola preparada faz toda a diferença no desempenho da criança. Adaptações pedagógicas e acolhimento são fundamentais para garantir inclusão e aprendizado.

Na vida adulta, o suporte continua sendo importante e varia conforme o nível de autonomia de cada pessoa. O acompanhamento profissional pode auxiliar desde questões de comunicação até atividades do dia a dia, promovendo maior independência e qualidade de vida.

Além dos profissionais, o papel da família é decisivo em todas as fases. Estratégias como redução de estímulos, incentivo à rotina e acompanhamento adequado contribuem diretamente para o bem-estar e desenvolvimento da pessoa com TEA.

Mais do que um diagnóstico, o autismo exige compreensão, adaptação e apoio contínuo — elementos essenciais para que crianças e adultos possam desenvolver todo o seu potencial.

Fonte:Diariopcd.com.br

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