Análise do Filme: Parthenope – Os Amores de Nápoles (2024).

Critica de Filmes

Dirigido por Paolo Sorrentino e estrelado por Celeste Dalla Porta, Daniele Rienzo, Dario Aita, Alfonso Santagata, Lorenzo Gleijeses, Gary Oldman, Silvio Orlando, Isabella Ferrari, Silvia Degrandi, Luisa Ranieri e Stefania Sandrelli.

Esse filme dramático acompanha a história de Parthenope (Celeste Dalla Porta), uma jovem mulher de uma beleza estonteante que carrega o nome de uma sereia mítica fundadora de Nápoles. O filme narra sua trajetória desde o seu nascimento, em 1950 até os dias atuais.

E como o subtítulo diz, o filme fala dos vários amores de Parthenope e sua longa busca pela liberdade. Aqui vimos um amor pela cidade, Nápoles que é visto com tanta beleza e vida. Quase como um personagem vivo.

A trilha sonora e a fotografia é um caso a parte. Sensacional. Quem cuidou tanto do som quanto das imagens caprichou. É uma paisagem melhor do que a outra. E como uma boa neta de italiana que sou, fiquei babando pelas imagens o tempo todo.

Em vários momentos do filme, eu me lembrei de filmes da década de 1970 até 1990 e filmes que fizeram parte do cine prive como Emmanuelle, O outro lado da meia noite, entre tantos outros que acompanhei quando mais jovem. E confesso que me bateu um saudosismo.

Não era somente a liberdade que Parthenope procura não. Ela era uma mulher extremamente inteligente, curiosa e sempre tinha uma resposta pronta para dar. Ela tinha relações melancólicas e extremamente intelectuais como o do escritor John Cheever (Gary Oldman).

Há realmente um tom melancólico, quase pessimista no filme. Além do lado mais filosófico.

Há um rito de passagem no filme quando Parthenope deixa de ser uma jovem despreocupada, alguém que estava mais preocupada em viver o dia da melhor forma para uma mulher marcada pela desilusão e pelas perdas emocionais que teve durante o caminho.

Quem quiser dar uma olhada no filme, ele está no serviço de streaming na Prime Vídeo. Ele foi selecionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2024.

Eu recomendo e muito já que esse diretor é o mesmo de A Grande Beleza e sabe muito bem como deixarmos encantados com tamanha beleza cinematográfica do filme.

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