Aniversário de 101 Anos do Nascimento de Malcom X.

Ativismo Datas Representatividade

Malcom X foi um dos maiores líderes revolucionários, defensores do nacionalismo negro e ativistas dos direitos humanos do século XX. Atuando intensamente nos Estados Unidos durante as décadas de 1950 e 1960, ele se destacou por sua oratória brilhante e por defender o orgulho negro, a autodeterminação e o direito à autodefesa “por todos os meios necessários” frente à violência racista estrutural.

Nascido em em Omaha, Nebraska, Malcom ainda na infância teve sua casa de sua família incendiada. Seu pai, um pastor batista focado no ativismo negro, foi assassinado quando Malcolm tinha seis anos. Sua mãe sofreu um colapso mental devido à pressão e pobreza, resultando na separação dos filhos pelo sistema de adoção.

Na juventude, mudou-se para Boston e depois Nova York, envolvendo-se em pequenos furtos e atividades ilícitas. Foi preso em 1946, aos 21 anos. Na prisão, Malcom começou a mudar quando começou a estudar e conhecer a Nação do Islã (NOI), uma organização religiosa e nacionalista negra.

Saiu da prisão em 1952 e fez pequena mudança no nome. Tirou o “little” considerando-o uma imposição dos antigos senhores de escravos brancos, adotando o “X” para representar seu verdadeiro sobrenome ancestral africano perdido.

Malcom X tornou-se o principal ministro e orador da organização, expandindo dramaticamente o número de membros e criticando duramente o sistema capitalista e racista americano. Malcolm X focava no empoderamento e na independência total da comunidade negra.

Malcom vivia defendendo os negros e que eles não deveriam aceitar a violência policial ou civil de forma passiva, legitimando a reação física como legítima defesa.

Ele também argumentava que pequenas reformas institucionais ou a inclusão de poucos negros no poder serviam apenas para cooptar o movimento e mascarar o racismo estrutural.

Em 1964, desentendimentos políticos e morais com a liderança da Nação do Islã o fizeram sair do grupo. Viajou para Meca, na Arábia Saudita, onde converteu-se ao islamismo sunita tradicional. Lá, ao ver muçulmanos de todas as etnias e cores convivendo em igualdade, suavizou sua visão anterior de que todos os brancos eram intrinsecamente maus.

Passou a viajar pela África, fundou a Organização da Unidade Afro-Americana e conectou a luta negra americana ao movimento anti-imperialista mundial, afirmando que “não existe capitalismo sem racismo”.

Em 21 de fevereiro de 1965, aos 39 anos, Malcolm X foi brutalmente assassinado a tiros no Harlem, Nova York, enquanto se preparava para um discurso. O crime foi executado por integrantes da Nação do Islã.

Sua trajetória ficou eternizada no livro: A Autobiografia de Malcom X e no filme Malcom X (1992) dirigido por Spike Lee e estrelado por Denzel Washington.

O seu pensamento continua sendo uma das fundações mais sólidas para os movimentos contemporâneos de justiça racial no mundo inteiro.

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