Análise “Alpha” (2025)

Critica de Filmes

Uma obra de arte visceral cheia de metáforas e crítica sociais

A diretora Julia Ducournau vencedora da Palma de Ouro de Cannes por Titane, tem mais um trabalho ousado e desafiador nesse filme.
Intercalando fases da vida de Alpha (Mélissa Boros), que mora com sua mãe (Golshifteh Farahani), ela também vai ter dormindo em sua casa, seu tio doente (Tahar Rahim).
Passando nos anos 80, esse filme mistura drama com body horror, é cheio de simbolismo, Alpha tem uma doença desconhecida, sofre bullying e preconceito na escola, e os outros adolescentes tem medo de chegar perto dela e se contaminar, lembra muito a discussão que tinha da AIDS nesse tempo, o que era certo ou errado, como se transmitia ou não.
Mexendo com temáticas fortes e comportamentais, podemos fazer várias referências do que o filme quer falar, uma critica ambiental, xenofobia, desvelo, medo da morte.
O filme além de tudo tem uma excelente sonorização, a trilha sonora é fantástica, direção de arte bem realizada, além da própria fotografia e direção talentosa.
Uma proposta muito boa para reflexão.
No elenco também tem Ambrine Trigo Ouaked, Emma Mackey, Louai El Amrousy, Marc Riso, Jean-Charles Clichet, François Rollin.

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