Maysa Figueira Monjardim Matarazzo, amplamente conhecida apenas como Maysa, foi uma das maiores cantoras e compositoras da história da música brasileira, famosa por ser a voz definitiva do samba-canção e uma das precursoras da bossa nova. Nascida no Rio de Janeiro em 6 de junho de 1936, ela ficou imortalizada por sua voz rouca, interpretação dramática e marcantes olhos claros.
Como uma eterna romântica e apaixonada por blues, jazz, mpb e afins, sempre fui muito fã da cantora Maysa. E que voz maravilhosa ela tinha. Ela dava uma emoção a mais nas músicas. Ela era conhecida pela intensidade emocional de suas performances, muitas vezes interpretando canções de desamor e melancolia com um copo de uísque e um cigarro na mão. Maysa também escrevia suas próprias músicas. O que era um diferencial na época.
Foi a primeira cantora brasileira a aproveitar o potencial visual da televisão no Brasil, fixando seus imensos olhos diretamente na câmera para transmitir emoção.
Em 1954, Maysa casou com o empresário André Matarazzo, membro de uma das dinastias industriais mais ricas do país.
Maysa começou a cantar profissionalmente no ano de 1956, aos 20 anos de idade. Em 20 de novembro de 1956, ela lançou o álbum de estúdio Convite para Ouvir Maysa pela gravadora RGE. No início, devido à forte resistência de seu marido e da alta sociedade paulistana, os lucros do disco foram totalmente doados para uma campanha contra o câncer.
Maysa desafiou a elite da época ao insistir em cantar profissionalmente, hábito desaprovado pelo marido, o que contribuiu para a separação do casal.
Os maiores sucessos da carreira de Maysa, que marcaram a era do samba-canção e da bossa nova, são: “Meu Mundo Caiu (1956)”, “Ouça (1957)”, “O Barquinho (1961)”, “Chão de Estrelas (1961)”, “Ne me quitte pas (1961)”, “Bom Dia, Tristeza (1957)”, “Fim de Noite (1962)”.
Eu escuto até hoje muito dessas músicas. E não saberia dizer qual é a minha música favorita dela. Acho que todas.
Infelizmente, Maysa faleceu precocemente aos 40 anos, no dia 22 de janeiro de 1977, vítima de um grave acidente automobilístico na Ponte Rio-Niterói.
Sua vida intensa, repleta de paixões, polêmicas e genialidade artística, foi retratada na aclamada minissérie da TV Globo Maysa: Quando Fala o Coração, dirigida por seu próprio filho em 2009.
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