‘A Kind of Magic’ completa 40 anos como um dos álbuns mais marcantes do Queen

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Lançado em 3 de junho de 1986, A Kind of Magic completa 40 anos consolidado como um dos trabalhos mais emblemáticos da carreira do Queen.

Lançado em 3 de junho de 1986, A Kind of Magic completa 40 anos consolidado como um dos trabalhos mais emblemáticos da carreira do Queen. O décimo segundo álbum de estúdio da banda chegou em um período de grande popularidade do grupo, impulsionado pela histórica apresentação no Live Aid, em 1985, que ajudou a transformar o quarteto em um dos maiores símbolos da música britânica.

Quatro décadas depois, o disco permanece como uma obra singular na discografia do Queen, reunindo elementos do rock, da tecnologia e do cinema em uma das últimas grandes fases da formação clássica composta por Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon.

Na época do lançamento, a banda buscava se recuperar da recepção dividida de Hot Space (1982), álbum que apostou em influências da música disco e do funk. Enquanto nos Estados Unidos parte do público se afastava, no Reino Unido o grupo vivia uma nova fase de sucesso. A Kind of Magic permaneceu por 63 semanas nas paradas britânicas e recebeu certificação de dupla platina.

A produção do álbum também marcou uma fase de modernização na indústria fonográfica. Ao lado dos produtores Reinhold Mack e David Richards, o Queen investiu em recursos da tecnologia digital, com gravações realizadas em estúdios na Alemanha, Suíça e Inglaterra. O trabalho ainda entrou para a história por ser o primeiro álbum da banda lançado em CD.

A ligação com o cinema foi outro fator decisivo para o sucesso do projeto. Inspirado pelo filme Highlander, estrelado por Christopher Lambert, o álbum recebeu o nome a partir de uma frase dita pelo personagem Connor MacLeod. Diversas músicas do Queen foram utilizadas na produção, tornando A Kind of Magic uma espécie de trilha sonora não oficial do longa.

Entre os destaques do disco estão “Princes of the Universe”, tema principal de Highlander, e “One Vision”, faixa de abertura composta principalmente por Roger Taylor e marcada pelo uso de bateria eletrônica e efeitos vocais experimentais.

Poucos dias após o lançamento do álbum, o Queen iniciou a histórica Magic Tour, que reuniu mais de um milhão de espectadores em apresentações esgotadas por toda a Europa. Entre os shows mais memoráveis estão as duas noites no Wembley Stadium, em Londres, além das apresentações em Maine Road, Madri e Knebworth Park.

Foi justamente em Knebworth, no dia 9 de agosto de 1986, diante de cerca de 200 mil pessoas, que Freddie Mercury realizou sua última apresentação ao vivo com o Queen. Na época, ninguém imaginava que aquele seria o adeus definitivo do cantor aos palcos ao lado da banda. Anos mais tarde, após a revelação de sua luta contra a AIDS, o espetáculo passou a ser lembrado pelos fãs como um dos momentos mais emocionantes da história do rock.

Fonte: clicRBS – Natalie Oliveira.

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