Análise do Filme: Hiroshima, Meu Amor (1959)

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O filme “Hiroshima, Meu Amor”, de 1959, retrata o drama das vítimas da bomba nuclear que foi jogada sobre a cidade de Hiroshima, evento que encerrou a Segunda Guerra Mundial. Mas isso é o pano de fundo para uma história de amor envolvendo uma francesa e um japonês na cidade japonesa.

O filme inicia com um diálogo em off do casal, discorrendo sobre a tragédia ocorrida com os efeitos da bomba norte-americana sobre a população da cidade. Depois o casal, formado por “Ela” (Emmanuelle Riva) e “Ele” (Eiji Okada), passa a enfrentar o drama da separação, pois Ela é uma atriz que veio gravar um filme na cidade e Ele é um arquiteto que vive preso a um casamento, que supõe-se sem amor.

Um detalhe interessante é que o casal de protagonistas não têm nomes próprios. O que sugere que o diretor e a roteirista tinham a intenção que o espectador imaginasse que o casal era uma representação de que o amor pode sobreviver a tudo, até à guerra, à morte e à distância.

Ela está com sua volta para Paris marcada e Ele nada pode fazer para ficar com a mulher que ama, apesar de terem se conhecido há pouco tempo. No decorrer da trama, descobrimos que Ela também é casada.

Ela conta-lhe um trauma do passado ligado ao primeiro amor de sua vida, um soldado alemão, na época em que Paris estava ocupada pelos nazistas. Esse amor resultou em uma grande tragédia para sua vida e gerou diversos atritos com sua família, que a castigou duramente, por Ela ter se envolvido com um inimigo da França.

O casal conversa bastante enquanto passeia pela cidade nipônica, e também há cenas no quarto de hotel onde Ela está hospedada, além de na casa d’Ele, enquanto sua esposa está fora. Há ainda uma cena passada dentro do set de gravações do filme que Ela está gravando.

O filme é um dos maiores clássicos da Nouvelle Vague, movimento cinematográfico francês da década de 60, liderado pelos cineastas François Truffaut e Jean-Luc Godard. A Nouvelle Vague trouxe como inovação para o cinema mundial o cinema de autor, o uso de locações reais ao invés de tudo gravado no estúdio, as improvisações e novas técnicas de montagem dos filmes.

O diretor do longa é o francês Alain Resnais. O roteiro é da premiada romancista e dramaturga também francesa Marguerite Duras. Além de “Hiroshima, Meu Amor”, Resnais também dirigiu outro clássico do cinema francês, cujo título é “O Ano Passado em Marienbad” (1961). Duras escreveu os romances “Os Insolentes” (1943), “A Vida Tranquila” (1944), “Uma Barragem contra o Pacífico” (1950), “O Marinheiro de Gibraltar” (1952), “Os Pequenos Cavalos da Tarquínia” (1953), entre outros; além de ter escrito inúmeros roteiros para longas-metragens e peças de teatro.

O filme está disponível na plataforma de streaming MUBI.

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2 thoughts on “Análise do Filme: Hiroshima, Meu Amor (1959)

    1. Obrigado por ler a minha resenha e pelo elogio, Ricardo. Eu recomendo que você assista o filme. É um clássico da Nouvelle Vague e do cinema mundial.

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